Um professor de 46 anos, que dava aulas de informática para detentos da Penitenciária de Segurança Máxima I, em Viana, foi preso suspeito de repassar mensagens dos presos aos familiares deles — ato popularmente conhecido como “catuque”. Ele confessou o crime e admitiu que recebia dinheiro pelo serviço.
O suspeito foi preso nesta quinta-feira, no presídio de segurança máxima. Os atos criminosos foram descobertos pelo serviço de inteligência da Polícia Penal, que descobriu que eles ocorriam durante as aulas de informática.
Segundo a polícia, o professor permitia que quatro detentos escrevessem cartas pelo computador. Em seguida, ele salvava esses arquivos em pen drives e, já fora do presídio, imprimia essas cartas e entregava aos familiares dos presos.
Ainda de acordo com as investigações, o teor dessas mensagens era criminoso, com pedidos de drogas e também determinação para que os familiares pagassem ao professor pelo serviço.
Ao ser abordado pelos policiais penais, o professor confessou o crime e permitiu que o carro dele fosse revistado. Dentro do veículo os policiais encontraram maconha, haxixe, produtos para uso de drogas e cerca de R$ 1.200, que o professor confirmou ter recebido pelo serviço.
O suspeito foi encaminhado para a Delegacia Regional de Cariacica, onde foi autuado. Os quatro detentos que pediam para que ele entregasse as mensagens aos familiares também foram levados para a delegacia, autuados e, em seguida, retornaram ao presídio.