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CRIME EM VIANA

Policial penal foi morto em meio à briga por causa de som alto, conclui PC

Inquérito que apurava a morte de Alvino Corrêa Neto foi concluído e autor dos disparos foi preso

Policial penal foi morto em meio à briga por causa de som alto, conclui PC
- Alvino Corrêa Neto foi morto a tiros na porta de casa. O autor dos disparos, Gilvano de Jesus Conceição (destaque), está preso
Foto de perfil de Nathália Cantarela

Nathália Cantarela

Formada em Jornalismo pela Faesa, Nathália escolheu o curso porque ama escrever. Durante o curso também se apaixonou pelo audiovisual, e estagiou apresentando o jornal da faculdade. Após formada, fez curso de imersão no jornalismo e hoje apresenta o Boletim de Notícias, além de escrever para o site.

Última atualização



A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurava a morte do policial penal Alvino Corrêa Neto, de 45 anos. A vítima foi morta a tiros dentro da garagem de casa, na noite do dia 08 de agosto, no bairro Campo Verde, em Viana. O suspeito, de 39 anos, foi preso no dia 11 de agosto, após se apresentar na Delegacia Regional de Linhares.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, ficou constatado que o indiciado Gilvano de Jesus Conceição cometeu o crime após um histórico de brigas entre ele e outros vizinhos por causa de som alto. O policial, que era morador das imediações, tentava intervir para apaziguar essa desavença que existia entre os vizinhos.

“O policial morava nas proximidades, mas o som atingia uma proporção tão alta que todos os vizinhos já estavam incomodados”, explicou a chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, delegada Suzana Garcia.

A discussão inicial de Gilvano, conhecido na região como “Marcelo do frete”, era com um casal de vizinhos que mora ao lado da casa dele. Na noite em que o policial foi assassinado, o casal também sofreu uma tentativa de homicídio praticada pelo suspeito, que invadiu a casa pulando o muro e arrombando a porta do quarto onde eles dormiam. 

A polícia recebeu as duas ocorrências na noite do crime e passou a investigar a relação entre os casos. “Havia na região uma desavença de longa data entre os vizinhos por causa de som alto […] com vários acionamentos e solicitações de intervenção. E para retaliar esse som alto que Gilvano alegava que vizinhos colocavam, ele comprou uma caixa de som amplificadora. Então ficava ali uma richa, onde um ligava o som de um lado e outro ligava o som de outro”, detalhou a delegada.




CRIME FOI PLANEJADO

Ainda segundo a investigação, uma semana antes de Gilvano praticar os crimes, ele teve uma desavença ainda maior com esse vizinho e decidiu abandonar a casa que ele morava desde 2008, se mudando para o município de Sooretama, no dia 03 de agosto. “Esse fato deixou claro para a gente que o crime foi planejado, premeditado”, afirmou Suzana. 

“No dia 08 de agosto, ele retorna à Viana para executar os crimes. Ele pede à esposa dele que o deixe próximo à casa, falando que ia conversar com um sobrinho, mas ele não vai ao encontro desse sobrinho e às 23 horas ele vai até a casa do Alvino”, detalhou a delegada.

O policial reconheceu o suspeito e foi até a porta de casa para recebê-lo, sendo surpreendido pelos disparos. “No momento em que ele abre o portão, o Gilvano efetua pelo menos nove disparos”, contou Suzana. O momento é flagrado por câmeras de segurança da casa vizinha, sendo possível ouvir os barulhos dos tiros e da reação da vítima (veja vídeo ao final da matéria).

“Depois de executar o Alvino ele foge a pé, fica ocultado algum período e vai até a casa dos vizinhos, pula o muro da residência, arromba a porta do quarto onde os vizinhos estavam dormindo e atira contra os vizinhos”, contou ainda a delegada. O casal sobreviveu porque o homem conseguiu reagir e empurrar a porta de volta contra o suspeito, que fugiu em seguida. 

Gilvano ficou foragido aproximadamente 72 horas, mas a polícia iniciou uma perseguição e conseguiu rastrear o veículo dele em Sooretama.  O indiciado se apresentou na segunda-feira (11) na delegacia de Linhares, sendo preso. Apesar de se entregar, ele não confessou o crime, permanecendo em silêncio.

Veja vídeo do momento do crime:




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