- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Política

“Judiciário não é submisso ao populismo”, diz Fachin em posse do STF

Edson Fachin assume a presidência da Corte, defende previsibilidade jurídica, contenção judicial e separação entre Direito e política

“Judiciário não é submisso ao populismo”, diz Fachin em posse do STF
- Fachin cumprimenta Moraes durante sua posse: novo presidente fez elogios ao relator da ação da trama golpista

Última atualização


O ministro Edson Fachin afirmou na segunda-feira (29), ao tomar posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que o Brasil precisa de “previsibilidade nas relações jurídicas e confiança entre os Poderes”. Fachin defendeu que o Judiciário não pode ser “submisso”, nem ao “populismo”.

“Realçando a colegialidade, aqui venho a fim de fomentar estabilidade institucional. O País precisa de previsibilidade nas relações jurídicas e confiança entre os Poderes. O Tribunal tem o dever de garantir a ordem constitucional com equilíbrio”, enfatizou.

O novo presidente da Corte também declarou que é preciso “contenção” na atuação de um juiz: “Um Judiciário submisso, seja a quem for, mesmo que seja ao populismo, perde sua credibilidade. A prestação jurisdicional não é espetáculo. Exige contenção.”

Na mesma linha, Fachin declarou é preciso separar o que deve ser tratado pelo Direito e o que deve ser resolvido pela política:

“Nosso compromisso é com a Constituição. Repito: ao Direito, o que é do Direito. À política, o que é da política. A espacialidade da política é delimitada pela Constituição. A separação dos Poderes não autoriza nenhum deles a atuar segundo objetivos que se distanciem do bem comum.”

Por outro lado, Fachin ressaltou que o STF não deixará de analisar a constitucionalidade de leis ou mesmo de emendas à Constituição. A análise de medidas tomadas pelo Congresso é frequentemente foco de reclamação de parlamentares.

“Em momento algum titubearemos no controle de constitucionalidade de lei ou emenda que afronte a Constituição, os direitos fundamentais e a ordem democrática.”

A cerimônia contou com a presença do presidente Lula, dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, entre outras autoridades. Fachin assumiu o cargo no lugar do ministro Luís Roberto Barroso, que cumpriu mandato de 2 anos.

Alexandre de Moraes foi empossado como vice-presidente.

O novo presidente elogiou Moraes e disse que ele merece “solidariedade”. O ministro e sua mulher foram sancionados pelo governo dos EUA com a Lei Magnitsky.

Moraes tratado como herói por Cármen Lúcia e Gonet

Durante a cerimônia de posse no Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Cármen Lúcia, falando em nome dos colegas, elogiou Alexandre de Moraes, destacando sua atuação firme durante as eleições de 2022 e sua condução à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ela afirmou que Moraes “acentua o rigor republicano” e reforçou que o direito não está acima de tudo, mas que a vida digna deve ser concretizada pela atuação conjunta dos magistrados.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, chamou Moraes de “herói” e destacou sua coragem cívica e heroica, citando ainda a parceria com Fachin no TSE como garantia da defesa técnica dos valores constitucionais. Fachin optou por uma posse discreta, sem festa, e reforçou orientações sobre gastos, viagens e segurança.

Barroso dá sinal de antecipar aposentadoria e abre vaga a Lula

Com a posse de Edson Fachin na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), cresce a expectativa sobre a decisão do ex-presidente Luís Roberto Barroso quanto à aposentadoria antecipada.

Barroso, que completará 75 anos em 2033, idade de aposentadoria compulsória, ainda não definiu se deixará a Corte nos próximos meses, lembrando o desejo de sua falecida esposa, Tereza Cristina Van Brussel Barroso, de viajar e aproveitar a vida.

Caso Barroso antecipe a saída, o presidente Lula poderá indicar mais um ministro, somando-se às vagas que surgirão entre 2027 e 2030 com Mendes, Fux e Cármen Lúcia.

Saiba mais

Alguns dos desafios de Facchin

Tramas Golpistas

O ex-presidente Jair Bolsonaro e terá reverter sua condenação.

Eduardo Bolsonaro

O deputado é acusado de tentar obstruir a Justiça.

Sanções a ministros

O governo dos Estados Unidos sancionou ministros do STF.

Emendas parlamentares

A ação que investiga o pagamento das emendas continua e verbas continuam sendo bloqueadas.

8 de Janeiro

Ministros do STF já disseram que eventual anistia ampla, se aprovada no Congresso, será julgada inconstitucional.

Pandemia

O ministro Flávio Dino autorizou que Bolsonaro seja investigado, agora em um novo inquérito, pela gestão da pandemia da Covid-19.

Mais Lidas

Ver tudo ›