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SEGURANÇA PÚBLICA

Nova tecnologia no ES vai vigiar agressor de mulher em tempo real

Ferramenta disponível para mulheres vítimas de violência alerta quando o homem se aproxima e aciona a polícia automaticamente

Nova tecnologia no ES vai vigiar agressor de mulher em tempo real
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Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização



Mulheres sob ameaça terão uma nova ferramenta de proteção no Estado: um sistema de monitoramento do agressor em tempo real, que alerta quando ele se aproxima da vítima e aciona a polícia automaticamente.

O serviço de monitoramento eletrônico – lançado nessa sexta (14) pelo governo do Estado – faz parte do Programa Mulher Segura, que integra diversas ações no combate à violência doméstica e familiar.

O governador Renato Casagrande destacou que a tecnologia está sendo colocada a favor das mulheres ameaçadas.

“Não podemos tolerar que homens se comportem como donos da vida das mulheres. Com esse sistema integrado, que reúne monitoramento eletrônico, resposta imediata e acolhimento psicossocial, vamos ampliar a proteção e garantir que cada mulher tenha o amparo necessário para seguir em segurança”, declarou.

A gerente de Proteção à Mulher da Secretaria da Segurança Pública, Michelle Meira, apresentou o funcionamento da tecnologia, destacando que o monitoramento será feito mediante decisão judicial, após avaliação de cada caso.

O agressor então passa a utilizar uma tornozeleira eletrônica, enquanto a mulher sob medida protetiva recebe um smartphone exclusivo para monitoramento, bloqueado em modo quiosque — ou seja, o aparelho só opera o aplicativo de rastreamento e não possui qualquer outra função.

Esse sistema estabelece uma zona de exclusão móvel, ou seja, área próxima à vítima na qual o monitorado não pode ingressar.

Quando o agressor se aproxima dessa zona, o sistema aciona alertas vibratórios e sonoros, envia mensagens por SMS e WhatsApp e notifica imediatamente a Central de Monitoramento Eletrônico, que funcionará na Sejus com 17 policiais penais dedicados ao acompanhamento em tempo real. A vítima também é avisada e pode acionar o botão “Preciso de Ajuda”, que grava áudio e vídeo e mobiliza a Polícia Militar.

O sistema já começou a ser usado: hoje, há três mulheres já com decisão judicial para monitoramento. Ao todo, foram contratados 200 kits de tornozeleiras eletrônicas e 200 smartphones.

O serviço foi construído de forma integrada entre as Secretarias de Estado da Justiça, da Segurança Pública e das Mulheres, além do Ministério Público Estadual e Tribunal de Justiça do Estado.

SAIBA MAIS

Monitoramento eletrônico

> Como parte do Programa Mulher Segura – que integra ações coordenadas pelas Secretarias de Estado da Justiça, da Segurança Pública e das Mulheres –, o governo do Estado lançou ontem uma nova ferramenta para monitorar agressores de mulheres no Estado.

> O monitoramento já foi iniciado – atualmente com três homens.

Como vai funcionar

1) Decisão da Justiça

> Após denúncia da vítima, a Justiça poderá decidir pelo monitoramento eletrônico do agressor.

2) Tornozeleiras

> O autor da violência doméstica e familiar recebe uma tornozeleira eletrônica.

3) Smartphone

> A vítima beneficiada com a medida de proteção receberá um smartphone exclusivo para monitoramento, bloqueado em modo quiosque — ou seja, o aparelho só opera o aplicativo de rastreamento e não possui qualquer outra função.

4) Zonas limitadas

> Interação entre a tornozeleira eletrônica com o smartphone cria a zona de exclusão – local onde o monitorado não pode ingressar.

> Esse perímetro de distância que o agressor deve manter da vítima é delimitado pela Justiça.

ZONAS DELIMITADAS

Zona Amarela (Zona de Advertência)

> Perímetro de segurança (dobro da zona de exclusão)

> Se o monitorado ingressar, a central de monitoramento é alertada.

Zona Vermelha (Zona de Exclusão)

> Se o agressor entra nessa área, há o envio de mensagem de alerta para o celular da vítima.

> É exibido na tela do seu smartphone o mapa com a localização em tempo real do monitorado.

> A tornozeleira do monitorado entra em modo contínuo de vibração.

> O monitorado receberá mensagem via SMS e WhatsApp.

Fonte: Governo do Estado.

OPINIÕES

“Empregamos investimentos e tecnologia de forma eficiente para evitar uma covardia inaceitável” – Ricardo Ferraço, vice-governador

“Esse serviço é a concretização de ideias inovadoras no combate à violência doméstica e familiar” – Samuel Meira Brasil Júnior, presidente do Tribunal de Justiça do Estado

“Esse projeto dá a mulheres uma nova possibilidade de proteção” – Cristiane Esteves Soares, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa do Direito das Mulheres

“Quando a mulher busca ajuda, a chance de evitar um feminicídio aumenta” – Jacqueline Moraes, secretária de Estado das Mulheres




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