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Cidades

Vitória vira palco da versão mais radical do remo

Competição leva à Curva da Jurema uma das modalidades olímpicas e coloca Vitória no radar do remo de praia nacional

Vitória vira palco da versão mais radical do remo
- Vangelys Reinke é um dos atletas que estão participando do Campeonato Brasileiro de Remo de Praia na Curva da Jurema, em Vitória
Foto de perfil de Víctor Fontes

Víctor Fontes

Jornalista mineiro formado pela UFSJ, com passagem como narrador esportivo e apresentador de rádio. Hoje Victor Fontes é repórter multimídia e editor substituto em A Tribuna, e apresentador do programa Apita Aí na TV Tribuna/Band, cobrindo esportes todos os dias — da várzea ao Mundial, no texto e na câmera!

Última atualização


A capital capixaba está recebendo um evento que deve redefinir sua relação com o mar. Desde a última quinta-feira, até amanhã, a Praia da Curva da Jurema sedia o Campeonato Brasileiro Interclubes (CBI) de Remo de Praia, chancelado pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC).

A competição apresenta ao público uma das modalidades que mais cresce no cenário internacional: o Remo de Praia, versão mais ousada e imprevisível do esporte. Diferente do remo olímpico, praticado em águas calmas com embarcações longas e delicadas, o Remo de Praia assume as características do mar aberto, com ondas, vento e correnteza, utilizando barcos mais estáveis, curtos e resistentes.

No CBI, a disputa é no formato Beach Sprint, considerado o mais emocionante da modalidade. A prova começa com uma corrida de aproximadamente 50 metros na areia, seguida de uma remada de 250 metros no mar com percurso em zigue-zague entre bóias, sempre em duelos diretos, e termina com um desembarque rápido e um sprint final até a linha de chegada.

O resultado é um espetáculo de velocidade, força e habilidade, visível ao público que acompanha cada movimento de perto.

Vitória ganha destaque nacional ao sediar a competição e reforçar sua vocação natural para o esporte. A Curva da Jurema, já utilizada regularmente por atletas locais, se consolida como candidata a futuro Centro de Treinamento permanente da Seleção Brasileira de Remo de Praia. A presença de clubes tradicionais, como Flamengo e Botafogo, além de atletas da seleção, evidencia o potencial do local.

O Espírito Santo está sendo representado pelo Álvares Cabral, anfitrião do evento, e pelo Saldanha da Gama. Ambos contam com apoio da FEARES, que investiu na compra de barcos modernos e mantém treinos frequentes na região, buscando pódios em categorias que vão da base ao master.

O público pode acompanhar gratuitamente todas as provas ao vivo pelo Canal Olímpico do Brasil, ampliando a visibilidade de Vitória no cenário esportivo nacional.

Diferenças do remo convencional e o de praia

Local de Prática

Remo Convencional: praticado em águas calmas, como lagos, raias artificiais e baías (ex.: Porto de Vitória).

Remo de Praia: realizado em mar aberto e praias.

Barco

Remo Convencional: barcos longos, estreitos, leves e de equilíbrio mais difícil.

Remo de Praia: embarcações curtas, mais largas e robustas, feitas para enfrentar ondas e vento.

Modalidade principal

Remo Convencional: regata com percurso fixo de 2.000 metros.

Remo de Praia: Beach Sprint, que combina corrida na areia, remada no mar em zigue-zague e um sprint final até a chegada.

Visibilidade para o Público

Remo Convencional: devido ao percurso extenso, o público acompanha apenas trechos da prova.

Remo de Praia: espectadores assistem de perto toda a disputa, o que torna a experiência mais intensa e emocionante — normalmente em formato de duelos.

Acessibilidade

Remo Convencional: exige estruturas especializadas, como raias e clubes com infraestrutura adequada.

Remo de Praia: mais acessível, pode ser praticado em qualquer praia com segurança, inclusive de forma recreativa.

Status Olímpico

Remo Convencional: modalidade tradicional do programa olímpico.

Remo de Praia: estreia confirmada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

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