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Regional

Juiz pede apuração após calcinha ser encontrada em fórum no ES

Peça estava no local onde são realizadas as audiências de custódia

Juiz pede apuração após calcinha ser encontrada em fórum no ES
- Roupa íntima foi encontrada no Fórum de Cachoeiro de Itapemirim
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização



O juiz André Guasti Motta, coordenador do Núcleo de Audiências de Custódia de Cachoeiro de Itapemirim, determinou a abertura de uma apuração interna depois que uma calcinha, supostamente usada, foi encontrada no chão de uma das salas do fórum da cidade do Sul do Espírito Santo.

O ofício, assinado pelo magistrado na segunda-feira (3), foi encaminhado ao juiz diretor do fórum, Bernardo Fajardo Lima. Segundo o documento, duas servidoras da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) chegaram para trabalhar na manhã de 29 de setembro e se depararam com a peça no local onde são realizadas as audiências de custódia.

O magistrado informou que, no dia anterior, terça-feira (28), o fórum teve o acesso restrito por causa do feriado do Dia do Servidor Público. A sala onde o objeto foi achado guarda documentos sob segredo de Justiça e equipamentos de informática usados nas audiências.

No ofício, o juiz destacou que o ambiente havia sido trancado ao fim do expediente de terça-feira e não deveria ter sido acessado até a manhã seguinte. As servidoras relataram ter encontrado a peça no chão, o que motivou o pedido de investigação.

O magistrado solicitou as imagens do sistema de videomonitoramento e os registros de entrada e saída de pessoas entre a noite de terça e a manhã de quarta-feira. Ainda conforme o documento, não há registro de movimentação no prédio nesse período, o que aumenta o mistério sobre como o objeto foi parar na sala.

O caso foi encaminhado à direção do fórum, responsável por adotar as medidas cabíveis para apurar possíveis falhas de segurança ou acesso indevido.

Procurado, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) informou que ainda não há manifestação oficial sobre o andamento da apuração.



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