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Surto no Santa Rita: 123 casos ainda estão em investigação

Do total, 120 estão em acompanhamento e três estão internados

Surto no Santa Rita: 123 casos ainda estão em investigação
- Santa Rita começou a investigar o surto após observar um aumento no número de casos de síndrome respiratória aguda atendidos no hospital
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização

O Espírito Santo totalizou ontem 123 casos suspeitos do surto de histoplasmose intrahospitalar investigados, sendo que 10 estão confirmados para o fungo Histoplasma sp, segundo Orlei Cardoso, subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Do total, 120 estão em acompanhamento e três estão internados. Em relação ao vínculo com o Hospital Santa Rita, 102 são trabalhadores do local, 13 acompanhantes e oito pacientes.

No boletim divulgado ontem pela Sesa, os três casos suspeitos internados estão em Vitória, sendo um trabalhador, um acompanhante e um paciente. Um está na UTI e dois na enfermaria.

Orlei Cardoso frisou que o fungo não é transmitido de pessoa para pessoa, portanto, não há necessidade de interromper consultas, exames e tratamentos no hospital, nem mesmo de usar máscara.

O centro cirúrgico 1 e a ala E do hospital estão fechados sem previsão de reabertura. O subsecretário disse que o hospital vem adotando medidas de higienização, mas as investigações prosseguem. “Continuamos as investigações para saber o possível foco que disseminou o fungo”, afirmou.

Surto

O início de sintomas em funcionários do Hospital Santa Rita começou por volta do dia 13 de outubro.

Eles apresentaram febre, dor de cabeça, dor no corpo e mal-estar geral, inicialmente identificado como uma virose.

Após alguns dias, algumas pessoas começaram a evoluir com tosse ou dor torácica.

No dia 19 de outubro, os casos foram comparados e a equipe do hospital entendeu que se tratava de algo diferente. Teve início uma investigação sobre as causas do surto.

Casos suspeitos

Para ser considerado caso suspeito, a pessoa precisa ter estado no Hospital Santa Rita a partir de 20 de setembro, segundo nota técnica da Secretaria de Estado da Saúde, além de ter circulado na ala sob investigação e apresentar sintomas.

Resultados

Entre os achados, uma amostra sorológica foi reativa ao fungo Histoplasma sp.

A Sesa informou que outras nove amostras sorológicas foram positivas, mostrando que as pessoas também tiveram contato com o fungo.

Histoplasma

A hipótese do surto ter sido causado pelo fungo Histoplasma sp, no momento, é a mais forte.

Um dos motivos é que os sintomas e a evolução clínica dos pacientes são compatíveis com o agente.

A contaminação se dá pela inalação de esporos do fungo, presente em fezes de aves e morcegos.

Fonte: Sesa e Hospital Santa Rita.



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