- Vitória, ES 21°C

Vitória 21°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Política

Presidente Kennedy: TSE muda decisão e reeleito vai assumir

Dorlei Fontão havia vencido a eleição para prefeito da cidade em 2024, mas não pôde assumir o cargo por determinação judicial

Presidente Kennedy: TSE muda decisão e reeleito vai assumir
- Dorlei Fontão foi considerado inelegível, com a justificativa de que estaria assumindo terceiro mandato seguido
Foto de perfil de Eduardo Maia

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

Última atualização


Uma decisão da Justiça acabou mudando o cenário político em Presidente Kennedy, no Sul do Espírito Santo, e garantiu o retorno de Dorlei Fontão (PSB) ao cargo de prefeito, para o qual havia sido reeleito em 2024.

Embora tenha sido o mais votado na disputa, ele não pôde assumir o comando do município devido a uma determinação da Justiça Eleitoral que havia impedido sua candidatura ainda durante campanha.

Antes de ser reeleito em 2024, Dorlei assumiu como vice-prefeito de Presidente Kennedy, em 2016, e passou a comandar o município em maio de 2019, após a Justiça afastar a então prefeita Amanda Quinta por suspeitas de corrupção.

Como a decisão ainda não era definitiva, ele, após ter assumido a prefeitura com o afastamento de Amanda, permaneceu à frente do Executivo até novembro de 2020. O socialista havia sido considerado inelegível, com a justificativa de que isso configuraria um terceiro mandato seguido.

A reviravolta ocorreu ontem, quando o ministro Nunes Marques, em decisão individual no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), derrubou o acórdão que inviabilizava a reeleição do socialista.

Com isso, chegou ao fim um impasse que já se arrastava por mais de um ano, período em que Dorlei permaneceu na disputa mesmo com o registro questionado.

Apesar de ter recebido 55,4% dos votos válidos, a chapa de Dorlei estava anulada e, por isso, não foi possível declarar eleito o segundo colocado, Aluizio Correa (União), que obteve 43,44%.

Diante dessa indefinição, a prefeitura passou a ser comandada interinamente, desde 1º de janeiro, pelo presidente da Câmara Municipal, Fábio Feliciano de Oliveira (PSB), o Júnior de Gromogol — que era aliado político de Dorlei.

Júnior permaneceu à frente do Executivo durante todo o ano de 2025. Até a decisão de ontem, a expectativa era de que a controvérsia envolvendo a candidatura de Dorlei fosse resolvida com a realização de eleições suplementares, o que significaria que os eleitores de Presidente Kennedy teriam de ir novamente às urnas.


Mais Lidas

Ver tudo ›