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Polícia

Policiais do departamento de narcóticos são presos suspeitos de tráfico no ES

Policiais lotados no Departamento Especializado em Narcóticos da Polícia Civil, estariam desviando drogas apreendidas durante as diligencias policiais

Policiais do departamento de narcóticos são presos suspeitos de tráfico no ES
- Policiais são investigados de colaborar com facção durante diligências policiais
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização


Dois policiais civis foram presos e outros três foram afastados de suas funções públicas na manhã desta sexta-feira (7), suspeitos de associação com o tráfico de drogas em Vitória. De acordo com a Polícia Federal, os policiais são investigados por uma possível cooperação com uma organização criminosa da capital durante diligencias policiais realizada. 

Segundo a investigação, os policiais, lotados no Departamento Especializado em Narcóticos da Polícia Civil (DENARC/PCES), estariam desviando drogas apreendidas durante as diligencias para a própria organização criminosa. Pelos elementos colhidos, uma fração dos entorpecentes não era registrada nos boletins de ocorrência e acabava sendo repassada a intermediários indicados pelo grupo.

Segundo a PF, a investigação, que teve início após a prisão de um dos principais líderes do tráfico de drogas na Ilha do Príncipe, em Vitória, ocorrida em fevereiro de 2024.

Com o aprofundamento das apurações, foram verificados fortes indícios de que o preso e os policiais civis mantinham relação, apontando para uma possível cooperação entre os mesmos. 

Os policiais podem responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e por integrar organização criminosa, além de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem e de dinheiro.

O nome da operação, “Turquia”, faz referência ao codinome “Turco”, utilizado pelo líder criminoso para se referir a um dos policiais investigados. A denominação simboliza a relação de proximidade estabelecida entre o servidor e o integrante da facção, evidenciada nas comunicações interceptadas ao longo da investigação.

As investigações tramitam em sigilo judicial.



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