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Polícia

Suspeitos de matar corretor de imóveis e jogar corpo em lagoa na Serra são presos

Crime ocorreu no bairro Vila Nova de Colares, na Serra, no dia 5 de setembro

Suspeitos de matar corretor de imóveis e jogar corpo em lagoa na Serra são presos
- Vítima teria sido morta após vender um terreno irregular para um dos acusados
Foto de perfil de Ana Carolina Carnelli

Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização


Os suspeitos de matar o corretor de imóveis Robson Carmo da Conceição, de 38 anos, e jogar seu corpo em uma lagoa no bairro Vila Nova de Colares, na Serra, no dia 5 de setembro. De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pela venda de um terreno irregular feita pelo corretor a um dos suspeitos. 

Dois homens e uma mulher foram presos e estão sendo indiciados pelo crime. Além destes, um adolescente de 16 anos também é apontado como participante do crime. Segundo a Polícia Civil, os investigados têm relação com o comprador do imóvel, identificado como Diondreson, que já havia sido preso e confessado o crime. 

Segundo a Polícia Civil, o cliente da vítima, que confessou ter matado o corretor, afirmou ter comprado um terreno em 2023, porém, após a compra, o verdadeiro dono do imóvel se apresentou ao suspeito e teria solicitado que ele se retirasse do local. 

Forçado pela justiça a deixar o imóvel, mesmo após construir uma casa no local, o suspeito teria procurado o corretor para resolver o impasse, mas não teria tido retorno da vítima. 

Coautores 

De acordo com a investigação, o adolescente investigado é ex-enteado de Diondreson e já havia morado com o autor principal do crime, e havia, inclusive, ajudado o suspeito a construir a casa no terreno em questão. 

Diante da situação do terreno, o autor principal do crime teria convencido o adolescente a participar do assassinato do corretor. No dia anterior ao crime, o adolescente teria criado um perfil falso no WhatsApp para atrair a vítima, com a premissa de que teria uma casa para vender no bairro Vila Nova de Colares. 

Após a confirmação de que a vítima iria até o local conhecer o suposto imóvel a venda, os dois suspeitos, Diondreson e o adolescente, teriam envolvido uma terceira pessoa, identificada como Joyce Ângela, para atrair o corretor até o local. 

A mulher teria ficado encarregada de conversar com a vítima por mensagens de áudio, e conduzi-lo até o local do crime. 

No dia do assassinato, Diondresson, portanto, busca os coautores — a mulher, o adolescente e o companheiro dele, que também participou do crime — e seguem até o local do crime. 

Após o encontro, a mulher teria se encontrado com a vítima e conduzido o corretor de imóveis até a casa de Diondreson. No local, os suspeitos teriam amarrado a vítima e batido com a cabeça dele na parede. Após o corretor ficar desacordado, Diondreson teria o asfixiado. 

Mensagem para familiar

Após se encontrar com a suposta cliente da venda da casa, a vítima teria percebido que o local para qual estava sendo levado seria a casa do antigo cliente, que reclamava da venda irregular do terreno. Diante da situação, Robson teria enviado uma mensagem para a irmã, alegando que se em vinte minutos ele não a respondesse, ela deveria acionar a polícia até a localização compartilhada com ela.

Sem respostas de Robson, a irmã acionou a polícia e foi até a localização indicada pelo irmão. No local, ela chamou pela vítima e conversou com Diondreson, que alegou não ter visto o corretor de imóveis. Porém, a vítima, ainda em vida, gritou pela irmã e pediu socorro. 

“Eu ouvi meu irmão gritando e chamando pelo meu nome, e pedindo para eu chamar a polícia. Logo em seguida, ele parou de gritar. Provavelmente, foi nesse momento que ele cometeu o crime”, contou a irmã da vítima. 

Diante dos fatos, a mulher acionou a polícia, que foi até o local e encontrou o suspeito, sangue no chão e roupas sujas de sangue sendo lavadas. 

Diante do fato, os militares pressionaram o suspeito, que confessou o crime e admitiu que jogou o corpo do corretor de imóveis em uma lagoa localizada na rodovia ES-010, na Serra. Na ocasião, Diondreson afirmou que outros dois homens o ajudaram a cometer o crime e esconder o corpo. 



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