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Polícia

Motorista que atropelou policial durante blitz em Cariacica tem prisão decretada

Delegado concluiu que houve tentativa de homicídio qualificado

Motorista que atropelou policial durante blitz em Cariacica tem prisão decretada
- Funcionário foi morto ao tentar impedir assalto
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização



A Justiça decretou, nesta quinta-feira (16), a prisão preventiva do motorista que atropelou intencionalmente um policial militar durante uma blitz de fiscalização de trânsito realizada na Avenida Vale do Rio Doce, em Cariacica, na noite da última segunda-feira (14).

O caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT) da Polícia Civil. Ao receber o inquérito, o delegado Maurício Gonçalves da Rocha analisou os depoimentos, e registros do fato e concluiu que houve tentativa de homicídio qualificado, e não apenas resistência ou lesão corporal de trânsito.

De acordo com as investigações, o motorista conduzia uma motocicleta com a placa coberta por uma rede elástica que encobria os caracteres de identificação e, ao perceber a presença policial, invadiu a contramão e avançou sobre o bloqueio, atingindo o policial de forma frontal. O agente foi arremessado ao solo e sofreu ferimentos.

Ainda segundo o delegado, o motorista não possuía habilitação, encontrava-se penalizado administrativamente junto ao Detran/ES e admitiu ter feito uso de maconha antes do ocorrido. A análise das circunstâncias revelou que ele acelerou de forma deliberada e consciente contra o policial, o que caracteriza dolo direto.

“É inaceitável que um condutor, ao ser abordado em uma fiscalização de trânsito, reaja utilizando o próprio veículo como arma contra um agente público. Esse tipo de conduta revela um total desprezo pela vida e pelas regras que garantem a segurança de todos”, afirmou o delegado Maurício Gonçalves da Rocha, titular da DDT.

“O trânsito não é um campo de fuga nem de enfrentamento, é um espaço de convivência, onde o respeito às leis é o que separa a vida da tragédia. A Polícia Civil não tolerará atitudes criminosas dessa natureza”, completou.

Com base nas provas reunidas, o delegado representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, pedido que foi acolhido pela Justiça com parecer favorável do Ministério Público.

O delegado reforçou que seguirá atuando de forma rigorosa na responsabilização de condutores que atentem contra a vida das pessoas ou coloquem em risco a segurança no trânsito, reafirmando seu compromisso com a proteção da vida e o cumprimento da lei.



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