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Política

Maioria para condenar major do Espírito Santo no Supremo Tribunal Federal

Ângelo Martins Denicoli está entre os sete réus do núcleo 4 da trama golpista, que foram julgados pela Primeira Turma do STF

Maioria para condenar major do Espírito Santo no Supremo Tribunal Federal
- Primeira Turma do STF formou maioria para condenar os sete réus do chamado “núcleo da desinformação”
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Rodrigo Péret

Formado em Jornalismo pela Faesa em 2017 e atualmente cursando o último período de Direito na Multivix Vitória, Rodrigo Péret está em A Tribuna desde 2019, onde atua como repórter de Política e Economia, ocasionalmente atuando como colunista de Plenário. Paralelamente, colabora para o portal Wrestlemaníacos, especializado em Pro-Wrestling, desde 2011.

Última atualização


A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar os sete réus do núcleo 4 da trama golpista, ocorrida no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Dentre eles, está o major da reserva do Exército Ângelo Martins Denicoli, natural de Colatina.

Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia votaram a favor da condenação dos sete réus que foram o chamado “núcleo da desinformação”. Luiz Fux abriu divergência e votou para absolvê-los.

“O núcleo de desinformação promoveu um conjunto de práticas delituosas que levou à intimidação sutil e eficiente, produzida pelas mídias sociais. Com as mensagens falsas, direcionadas, assolou-se a irritabilidade política, como campo minado nas relações sociais”, disse a ministra.

Além de Denicoli, os réus desse grupo são: Ailton Gonçalves Moraes Barros (major da reserva do Exército); Giancarlo Gomes Rodrigues (subtenente do Exército); Guilherme Marques de Almeida (tenente-coronel do Exército); Reginaldo Vieira de Abreu (coronel do Exército); Marcelo Araújo Bormevet (policial federal) e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal).

O grupo é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de organizar ações de desinformação para propagar notícias falsas sobre o processo eleitoral e ataques virtuais a instituições e autoridades, em 2022.

Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Após a rodada de votação, os ministros vão deliberar sobre as penas que serão impostas aos condenados. Eles, porém, não serão presos automaticamente, já que as defesas podem recorrer da condenação.

Até o momento, o STF já condenou 15 réus por participação na trama golpista, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Saiba mais

Disseminação de notícias falsas

Núcleo 4

São réus do núcleo 4: Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército; Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército; Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal; Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército; Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército; Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal; e Reginaldo Abreu, coronel do Exército.

O grupo foi acusado de disseminar notícias falsas para criar uma instabilidade institucional que favorece uma tentativa de golpe de Estado.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os réus usaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para espionar adversários políticos, criar e espalhar informações falsas contra o processo eleitoral, instituições democráticas e autoridades que ameaçavam os interesses golpistas.

A Primeira Turma do STF tem 5 integrantes e apenas o ministro Luiz Fux não votou pela condenação pelos crimes de: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; organização criminosa armada; dano qualificado; deterioração de patrimônio tombado.


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