- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Brasil

Governo avalia que Castro quer jogar responsabilidade por intervenção para Lula e descarta GLO

BRASÍLIA – O governo Lula descarta até agora decretar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro após a operação das polícias ...

Governo avalia que Castro quer jogar responsabilidade por intervenção para Lula e descarta GLO
-

Última atualização

BRASÍLIA – O governo Lula descarta até agora decretar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro após a operação das polícias civis e militares contra o Comando Vermelho. Em reunião nesta quarta-feira, 29, com ministros, no Palácio da Alvorada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi informado de que o governador do Rio, Cláudio Castro, quer, na prática, jogar a responsabilidade de uma GLO para o Executivo federal e dar um tom eleitoral à crise.

O encontro no Alvorada foi o primeiro compromisso do presidente após o retorno de sua viagem à Ásia, na noite de terça-feira. Durante o encontro, Lula e a equipe concordaram que a intervenção na segurança de um Estado, por meio de GLO, nunca pode ser a primeira alternativa para enfrentar o problema. A operação contra o Comando Vermelho deixou mais de 100 mortos, sendo quatro policiais.

Lula e Cláudio Castro: sem acordo sobre combate ao crime organizado no Rio Foto: Wilton Júnior/Estadão

Na avaliação do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o combate ao crime organizado deve ser feito com planejamento, inteligência e coordenação das forças policiais. Nos bastidores, ministros classificaram a operação no Rio como “desastrada”.

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, embarcarão ainda nesta quarta-feira para o Rio, onde terão um encontro com o governador.

“Não há bala de prata para resolver essa situação”, disse Lewandowski após a reunião com Lula, no Alvorada. “Para que haja GLO, o governador precisa reconhecer a incapacidade das forças locais para debelar o crime organizado. É muito importante que se sublinhe que a responsabilidade pela segurança pública é dos governos estaduais”.

Horas antes, Cláudio Castro havia dito, no Rio, que não pretendia dizer ao Executivo federal qual o dispositivo da lei deveria ser usado para enfrentar o crime organizado.

“Se é GLO ou não, isso é instrumento do governo federal. Não cabe a mim pedir GLO. Temos de pedir ajuda”, observou Castro.

Lewandowski discordou e disse que a entrada das Forças Armadas no enfrentamento ao crime deve ser requisitada pelos Estados. “A GLO é uma medida excepcional em que as Forças Armadas acabam tomando conta da operação”, afirmou o ministro.

No diagnóstico do diretor-geral da Polícia Federal, o mais importante é asfixiar financeiramente o crime organizado. “Precisamos descapitalizar o crime e prender lideranças. É assim que já estamos atuando no Rio de Janeiro”, destacou.

Mais Lidas

Ver tudo ›