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Rio de Janeiro após operação mais letal da história do Estado: O que acontece agora?

Um dia após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, que deixou pelo ...

Rio de Janeiro após operação mais letal da história do Estado: O que acontece agora?
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Um dia após a megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, que deixou pelo menos 64 mortos e se tornou a mais letal da história do Estado, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se reunirá com a cúpula da Segurança Pública do Estado para discutir o caso. A reunião está agendada para a manhã desta quarta-feira, 29.

Na sequência, Castro conversará com governadores de outros Estados por chamada de vídeo. Ele também deverá conceder uma coletiva de imprensa para falar sobre os desdobramentos das ações.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se reunirá com a cúpula de Segurança Público do Estado para discutir Operação Contenção. Foto: Pedro Kirilos/Estadão

O dia também será marcado por uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, para debater o assunto. Eles conversaram por telefone na terça-feira assim que Lula chegou em Brasília, após voltar de Kuala Lumpur, na Malásia.

Como o presidente estava incomunicável durante o trajeto, a reunião de emergência sobre a ação foi conduzida pelo ministro da Casa Civil e pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, no Palácio da Alvorada, ainda na terça-feira.

Batizada de Contenção, a operação gerou embate de versões entre o governo do Estado e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Castro disse em uma entrevista coletiva que o Estado enfrenta o crime organizado “sozinho”, uma vez que as forças federais, segundo ele, não o ajudam. O Ministério da Justiça, no entanto, rebateu a informação e alegou que atendeu todas as solicitações para atuação da Força Nacional no Estado.

Deflagada pelas policias Civil e Militar do Estado, com apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro, a ação deixou pelo menos 64 mortos – destes, quatro são policiais. O número de óbitos ainda pode subir, já que pelo menos 60 corpos foram levados por moradores do Complexo da Penha para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, desde a madrugada desta quarta-feira.

O ativista Raull Santiago, diretor do Instituto Papo Reto, afirmou em uma publicação no Instagram que os corpos foram encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia.

Moradores levaram pelo menos 60 corpos para praça no Complexo da Penha. Foto: Pedro Kirilos/Estadão

O Rio de Janeiro voltou ao estágio 1 às 6h desta quarta-feira, de acordo com o Centro de Operações da Prefeitura. No momento, os meios de transportes operam normalmente. Todas as vias estão liberadas para o tráfego de veículos.

A região havia entrado no estágio 2 às 13h48 de terça-feira, devido a ocorrências policiais que interditaram, de forma intermitente, diversas ruas das zonas norte, oeste e sudoeste da cidade, impactando os modais de transportes e a locomoção da população pela cidade.

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