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Economia

Grande grupo exportador de café no Brasil terá novo armazém no ES

O investimento marca uma nova etapa na estratégia do grupo Tristão, que busca se aproximar ainda mais dos produtores de conilon do norte capixaba

Grande grupo exportador de café no Brasil terá novo armazém no ES
- Grãos de café: expectativa para novo recorde de exportações da produção do Espírito Santo neste ano

Última atualização


O grupo Tristão, um dos maiores exportadores de café verde e solúvel do Brasil, anunciou um ambicioso projeto logístico no Espírito Santo: a construção de um novo armazém com capacidade para pelo menos 1 milhão de sacas de 60 quilos, nas proximidades do Porto da Imetame, em Aracruz.

O investimento marca uma nova etapa na estratégia da empresa, que completa 90 anos este ano e busca se aproximar ainda mais dos produtores de conilon do norte capixaba, reduzindo custos logísticos e ganhando eficiência tributária com os incentivos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

As informações são da Agência Reuters, mas o investimento do grupo já havia sido antecipado pelo jornal A Tribuna.

“Vamos comprar um terreno perto do porto com as vantagens da Sudene e projetar ali o nosso futuro”, afirmou o presidente Sérgio Tristão durante o Coffee Dinner & Summit, promovido pelo Cecafé.

Hoje, o grupo precisa levar o café da principal região produtora capixaba até a Grande Vitória, de onde parte para portos em Santos, Rio e Sepetiba.

O novo porto em Aracruz, que deve começar a operar em 2027, permitirá exportações diretamente do Espírito Santo, otimizando a logística. A estrutura será construída em módulos, no estilo “tipo Lego”, com início previsto para 2026.

“A gente quer um armazém grande para poder receber o café do produtor mesmo antes de comprar. Para ele deixar o café encostado, para quando quiser vender, para a gente ter uma rastreabilidade melhor”.

Além de reduzir custos, a iniciativa acompanha a expansão da produção capixaba de conilon, que tem surpreendido o mercado internacional.

Segundo Tristão, com o uso crescente de tecnologia e irrigação, e aproveitamento de áreas degradadas, não é impossível que, em cinco anos, o Espírito Santo ultrapasse o Vietnã na produção de canéforas.



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