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Filmes e Séries

Nova versão de “Superman” nos cinemas do Espírito Santo

Estrelada por David Corenswet, produção é dirigida por James Gunn e conta com um Supercão que promete roubar a cena

Nova versão de “Superman” nos cinemas do Espírito Santo
- Divulgação Krypto, o Supercão, vai ajudar o Homem de Aço nesta aventura inédita.

Última atualização


Um cachorro de pelagem branca promete roubar a cena na nova versão de “Supeman”, que estreia nos cinemas do Estado hoje. Trata-se de Krypto, o Supercão, que vai ajudar o Homem de Aço nesta aventura inédita e conquistar o público com toda a sua fofura.

A ideia de levar esse pequeno companheiro para as telonas foi de James Gunn, responsável pela direção do filme. Para criar o personagem, ele se inspirou em seu próprio pet, adotado assim que começou a escrever a produção.

“Nosso cachorro Ozu, que veio de uma situação de aglomeração em um quintal com outros 60 cães e nunca teve contato com seres humanos, era problemático. Ele imediatamente chegou e destruiu nossa casa. Lembro de pensar: ‘Meu Deus, como a vida seria difícil se Ozu tivesse super poderes”, contou o cineasta.

O norte-americano David Corenswet, 32, é quem interpreta o super-herói mais icônico dos quadrinhos nesta nova versão que vai muito além de cenas regadas a muita ação. A ideia do diretor é explorar o lado mais sensível e humano do protagonista, que tenta conciliar sua herança extraterrestre com a rotina de jornalista.

“Minha missão é fazer um filme como ‘Godzilla: Minus One’, que retrata Godzilla, mas também tem um ótimo drama humano. O relacionamento entre Clark Kent, Lois Lane e o vilão Lex Luthor está no cerne da obra”.

Primeiro filme do novo Universo Estendido DC (DCU), “Supeman” debate política sem fazer o herói se tornar partidário. “Ele não representa um governo ou um país, mas ideais. E, acima disso, quer representar a si mesmo e seu desejo de fazer o bem”, disse.

Interesse amoroso do herói, a Lois Lane de Rachel Brosnahan, atriz conhecida pelo trabalho nas séries “The Marvelous Mrs. Maisel” e “House of Cards”, deixa de ser uma donzela em apuros e se torna uma repórter ambiciosa.

Já o Lex Luthor de Nicholas Hoult, que se destacou em “Nosferatu”, é um vilão construído na base da frustração.

Ação promocional

Tem ação promocional para os fãs de super-heróis que forem assistir à nova versão de “Superman” em salas da Cinemark. No Espírito Santo, a rede está presente nos shoppings Vitória e Vila Velha.

Entre a próxima segunda e quarta-feira, o cliente que comparecer a uma unidade da rede vestindo uma sunga, cueca, saia ou shorts na cor vermelha por cima da calça poderá resgatar um ingresso gratuito.

A promoção, intitulada “O Herói é Você” , é válida na compra de uma entrada inteira na bilheteria física para qualquer sessão 2D, 3D ou XD do filme.

O novo filme reúne personagens, heróis e vilões clássicos da história de “Superman”, como Lanterna Verde (Nathan Fillion) e Mulher-Gavião (Isabela Merced).

Crítica 

Acerto com aventura charmosa

James Gunn mostrou nos filmes da série “Guardiões da Galáxia” que seu maior interesse está na Terra e na humanidade. Um tanto contraditório para um diretor que se fez com tramas intergaláticas.

Mas é evidente que os trechos mais fortes desses filmes são aqueles que mostram algum sentimento relativo à humanidade e ao nosso planeta, seja nos hits de pop e rock que pipocam aqui e ali, ou nos costumes do chamado “american way of life”, mostrados sempre com uma forte nostalgia da vida na Terra.

E é justamente esse interesse que está no cerne desta nova encarnação do “Homem de Aço”, aqui dividido entre sua condição de extraterrestre e seu amor pelos terráqueos, o sentimento que faz com que ele se sinta humano. É uma angústia que o ator escalado para esta nova roupagem, David Corenswet, representa muito bem.

“Superman”, de James Gunn, é o primeiro filme da DC Studios, sucessora da DC Films, empresa que explorou o universo da DC Comics de 2016 a 2023, justamente num período em que muitos filmes da Marvel começaram a se mostrar indefensáveis.

Não há nada errado com novas versões para personagens clássicos dos quadrinhos ou da literatura. Cada época tem sua necessidade de atualização conforme os costumes e o gosto em vigência. Mas é bom considerar os riscos desse processo.

As associações com o mundo real e com a ascensão da extrema-direita, conforme já escrito, são facilmente reconhecíveis, mas o espectador não depende disso para desfrutar, por duas horas, de uma aventura razoavelmente bem levada, com uma dose de humor típica de seu diretor e um Clark Kent e uma Lois Lane charmosos o bastante para nos engajar no romance já existente entre eles.

Mais estreias

“Shadow Force – Sentença de Morte”

Com Kerry Washington (“Scandal”) e Omar Sy no elenco, o longa apresenta uma dinâmica familiar inovadora ao incluir um filho espião, interpretado pelo jovem Jahleel Kamara.

“Vermiglio – A Noiva da Montanha”

Em 1944, durante a 2ª Guerra Mundial, a vila alpina de Vermiglio, no norte da Itália, vive uma rotina tranquila. Essa serenidade é interrompida com a chegada de Pietro, um jovem soldado siciliano.

“Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá”

Documentário que acompanha a busca de Sueli Maxakali, uma das diretoras da produção, e Maiza Maxakali pelo seu desaparecido pai. Luis Kaiowá sumiu durante a ditadura militar brasileira.

“Razões Africanas”

Um retrato intimista e musicalmente profundo que traça o resgate da identidade de três gêneros musicais que são legados do continente africano: o blues, do Mississipi, a rumba, de Havana, e o jongo, do Rio de Janeiro.

“Ovnis, Monstros e Utopias: Três Curtas Queer”

Reúne três curtas de diferentes gêneros, mas que têm a vivência “queer” como pano de fundo. São eles: “Entre a Luz e o Nada”, de Joana de Sousa; “Sob Influência”, de Ricardo Branco; e “Uma Rapariga Imaterial”, de André Godinho.

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