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Polícia

Ex vira réu por assassinato em acidente que matou namorada no Sul do ES

Acusação aponta direção alcoolizada, alta velocidade e habilitação suspensa; caso irá ao Tribunal do Júri

Ex vira réu por assassinato em acidente que matou namorada no Sul do ES
- Acidente matou Emília Oliosi Breda no dia 15 de fevereiro do ano passado
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização


O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou e a Justiça aceitou a acusação contra Eduardo Saudino, ex-namorado de Emília Oliosi Breda, jovem que morreu em um grave acidente registrado na madrugada de 15 de fevereiro do ano passado, na rodovia que liga Piúma a Anchieta, no Sul do Espírito Santo. Com isso, ele passa a responder como réu por homicídio doloso qualificado, e não mais por acidente de trânsito.

De acordo com a denúncia, Eduardo teria dirigido alcoolizado, em alta velocidade e mesmo com a habilitação suspensa. Para o MP, essas circunstâncias indicam que ele assumiu o risco de provocar a morte, motivo pelo qual o caso foi encaminhado ao Tribunal do Júri. A acusação também aponta emprego de meio que resultou em “perigo comum” e “crueldade”, já que o carro capotou várias vezes antes de parar.

O acidente ocorreu quando o casal seguia de Piúma para Domingos Martins. Durante o trajeto, o veículo perdeu o controle próximo a Anchieta, capotou e deixou Emília presa às ferragens. Ela morreu no local. Eduardo teve ferimentos, mas sobreviveu.

A família da jovem acompanhou com emoção a decisão da Justiça e espera que o caso seja julgado como crime, e não como fatalidade. Já a defesa do acusado ainda não se manifestou sobre o processo.

Com a decisão, Eduardo responde agora por homicídio qualificado e pode ser julgado por um conselho de sentença. A pena, em caso de condenação, pode ultrapassar 12 anos de prisão.

Até o fechamento desta reportagem, o processo seguia em andamento e não havia data definida para a primeira audiência.

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