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Falta de atividade física chega a provocar mais de 300 mil mortes por ano

Especialista alerta ainda que quanto maior o tempo sedentário diário, maior o risco de sintomas depressivos e ansiosos

Falta de atividade física chega a provocar mais de 300 mil mortes por ano
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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

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A falta de atividade física causa impactos além do peso. Mais de 300 mil pessoas morrem por ano no Brasil devido a doenças associadas ao sedentarismo, segundo o Ministério da Saúde.

Por isso, especialistas destacam que passar menos tempo sentado reduz o risco de doenças como infarto, diabetes tipo 2, obesidade, depressão, ansiedade, demência e mortalidade precoce.

“O sedentarismo também está associado a alterações fisiológicas como resistência à insulina, disfunção vascular, aumento da inflamação sistêmica, perda de massa muscular e óssea, e piora da aptidão cardiorrespiratória, mesmo em indivíduos que atingem níveis recomendados de atividade física moderada a vigorosa”, destaca a endocrinologista Marina Cunha, professora de Medicina na Ufes, certificada em Medicina do Estilo de Vida.

Marina alerta ainda que quanto maior o tempo sedentário diário, maior o risco de sintomas depressivos e ansiosos, com efeitos mais pronunciados quando o tempo sedentário ultrapassa 3,7 horas por dia em adolescentes e 8 horas por dia em adultos.

A pediatra Bruna de Paula chama atenção para o fato de que, hoje, crianças e adolescentes estão chegando com doenças que antes eram típicas de adultos sedentários: obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2, colesterol alto, pressão alta e até alterações no fígado, como esteatose hepática.

“O mais preocupante é que isso aparece cada vez mais cedo. O corpo da criança não foi feito para passar horas parado, sentado, comendo alimentos pobres em nutrientes e dormindo mal”.

O professor doutor Danilo Bocalini, pertencente ao Centro de Educação Física e Desportos da Ufes, explica que o comportamento ativo promove de maneira exitosa o controle do processo inflamatório por estimular a liberação de substâncias anti-inflamatórias.

“Isso se torna uma estratégia não farmacológica super interessante em diferentes condições. E a contração muscular decorrente da prática de atividade física é considerada atualmente um excelente e promissor agente estimulador, promovendo ações protetoras aos sistemas”.

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