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Polícia

Falso advogado é preso após enganar ao menos 10 vítimas no ES

Suspeito mantinha escritório no Centro, usava número inexistente da OAB e cobrava por serviços jurídicos que nunca existiram

Falso advogado é preso após enganar ao menos 10 vítimas no ES
- O falso advogado mantinha um escritório no Centro da cidade, onde atendia clientes e oferecia serviços jurídicos
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização


Um homem de 24 anos foi preso em Guaçuí, no Sul do Estado, suspeito de se passar por advogado e aplicar golpes que deixaram pelo menos dez moradores no prejuízo. A prisão ocorreu nesta terça-feira (2), após uma longa investigação da Polícia Civil.

De acordo com os policiais, o suspeito mantinha um escritório no Centro da cidade, onde atendia clientes, oferecia serviços jurídicos e até apresentava um número falso da OAB. Ele prometia atuar em causas trabalhistas, cíveis e até em recursos de trânsito, sempre cobrando valores adiantados pelos supostos serviços.

As vítimas só perceberam a fraude quando começaram a cobrar resultados e se depararam com respostas evasivas e documentos suspeitos.

Em alguns casos, o jovem chegou a alterar decisões judiciais, incluir nomes de clientes em processos inexistentes e até distribuir convites falsos para uma suposta cerimônia de entrega de carteira da OAB — evento que nunca existiu.

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram 30 procurações falsas, documentos em nomes de vítimas, cópias de RGs e notas promissórias que deveriam ser quitadas até 2026. Segundo a investigação, algumas pessoas chegaram a entregar mais de R$ 5 mil ao falso advogado.

A Polícia Civil informou que, além de negar a devolução dos valores, o suspeito também se recusava a devolver documentos, alegando que “regularizaria tudo”.

As suspeitas se intensificaram quando dirigentes da subseção da OAB na região confirmaram que a numeração apresentada por ele não existia e que as assinaturas utilizadas eram falsificadas.

O suspeito foi conduzido à delegacia e deverá responder por estelionato, uso de documento falso, falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão. A Polícia Civil orienta quem tenha sido vítima a procurar a Delegacia de Guaçuí para registrar boletim de ocorrência.

A investigação segue para identificar se há outras vítimas na cidade e em municípios vizinhos.

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