As duas últimas campeãs do Carnaval paulista foram os destaques do primeiro dia de desfiles no Anhembi. A Império de Casa Verde, vencedora em 2016, levou à avenida um enredo previsível sobre o cinema, mas que foi bem recebido pelo público. Cada uma das alas era coreografada e trouxe referências a um clássico do cinema, deixando o desfile divertido e fácil de entender.
Um dos destaques da escola foi a apresentadora Lívia Andrade, do Fofocalizando do SBT.
Como tem sido marca nos últimos anos, a escola trouxe os maiores carros alegóricos do Carnaval paulista. Somente o abre alas tinha cerca de 90 metros de comprimento.
O destaque, porém, foi o último carro da escola, com o nome de “O Império Contra Ataca”. Ele fazia referência à saga Star Wars e era ainda um trocadilho com o nome da agremiação e um aviso de que a escola veio este ano para vencer.
A escola ia bem até o fim de seu desfile quando teve de correr para não estourar o limite de tempo previsto, o que deve gerar perda de pontos.
Outras escolas
Já a Acadêmicos do Tatuapé, atual bicampeã, abusou do luxo em suas fantasias, com penas e plumas, para contar a história de guerreiros históricos e do cotidiano.
O abre-alas lançou papel laminado por toda a extensão da avenida, fazendo com que a enorme escultura de São Jorge ficasse sempre envolta numa nuvem brilhante.
O samba fácil embalou a escola que seguiu sem grandes falhas. A bateria usou do recurso de paradinhas e paradonas varias vezes ao longo do desfile, fazendo com que apenas a voz dos integrantes da escola fosse ouvida no Anhembi.
A Mancha Verde, que tem ido bem nos últimos Carnavais, mas ainda não foi campeã, também desfilou bem e também pode entrar na disputa pelo título. Suas fantasias eram ricas em detalhes e os carros alegóricos bem acabados. A escola contou a história de a princesa africana Aqualtune, que foi escravizada e levada ao Brasil.
Por meio da trajetória da avó de Zumbi dos Palmares, a Mancha propôs discussão sobre força da população negra, preconceito racial e intolerância religiosa. Maracatu, orixás e escravidão compuseram momentos diferentes do desfile concebido pelo afamado carnavalesco Jorge de Freitas.
Torcedores da Mancha, que é vinculada à torcida do Palmeiras, espalharam faixas pelo sambódromo e distribuíram bandeiras nas arquibancadas, turbinando, dessa forma, o apoio do público.
O primeiro dia foi encerrado com a Tom Maior com um enredo confuso sobre a história do pensamento, mas bonito, aproveitando a luz da manhã de sábado.
Mais Carnaval
Neste sábado (2), desfilarão, a partir das 22h30, Águia de Ouro, Dragões da Real, Mocidade Alegre, Vai-Vai, Rosas de Ouro, Vila Maria, Gaviões da Fiel.