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Correção cirúrgica evita cegueira

Começa com uma membrana esbranquiçada que surge cobrindo o cristalino do olho. Depois, vêm a visão embaçada, como se um vidro opaco estivesse na ...

Correção cirúrgica evita cegueira
- Karine Moyses moro afirma que cabe ao médico determinar o melhor tratamento para cada paciente.

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Karine Moyses moro afirma que cabe ao médico determinar o melhor tratamento para cada paciente. (Foto: Centro de Oftalmologia Moyses)

Começa com uma membrana esbranquiçada que surge cobrindo o cristalino do olho. Depois, vêm a visão embaçada, como se um vidro opaco estivesse na frente dos olhos, a dificuldade de leitura e de reconhecer rostos.

Esses são os sinais da catarata, doença que tem causado metade dos casos de cegueira e em um a cada três casos de incapacidade visual em todo o mundo, mas que tem sido combatida com novas técnicas e procedimentos com alto grau de sucesso.

A correção cirúrgica é a única opção para recuperação da capacidade visual do paciente. Atualmente, especialistas fazem uso de cirurgias consideradas simples, que nem sequer necessita de internação, como a técnica Lasik, que consiste numa delaminação da córnea e aplicação do laser no seu interior, cuja recuperação é mais rápida.

“Os procedimentos de superfície ocular como cirurgias refrativas ou que são feitos exclusivamente a laser podem ser realizados em ambos os olhos no mesmo dia. O tempo de recuperação depende de cada caso”, explica a oftalmologista Karine Moyses Moro, da equipe médica do Centro de Oftalmologia Moysés.

Karine Moro afirma ainda que indicações devem ser feitas pelo médico após avaliação detalhada de cada caso para determinar qual o melhor procedimento.

Outra técnica que evoluiu bastante é a remoção do cristalino danificado que é substituído por uma lente artificial intraocular.

“As intraoculares são capazes de corrigir todos os tipos de erros refracionais (graus) e deixar os pacientes livres de óculos”, afirma a oftalmologista.

Existem outros tipos de catarata, como a “secundária”, desencadeada por traumas, inflamações dentro dos olhos (uveítes) e uso incorreto de colírios com corticoides. Um terceiro tipo é a catarata congênita, que ocorre em recém-nascidos, e que tem como sua principal causa a rubéola materna.

Acompanhamento previne doenças

Se você acha que visitas regulares ao oftalmologista é uma necessidade apenas de quem usa óculos de grau ou sofre com algum sinal de irritação, ardência ou coceira nos olhos, saiba que está enganado.

Ainda que você enxergue bem e não sinta nenhum desconforto, é muito importante procurar o especialista com regularidade.

De acordo com os médicos da área, o acompanhamento regular é necessário porque algumas doenças, como glaucoma, retinopatia diabética, retinopatia hipertensiva, entre outras, só serão detectadas através de exames.

“O ideal é que a pessoa, independente da idade, visite um oftalmologista pelo menos uma vez por ano para realização de exames como medição da pressão ocular, o exame de fundo de olho e de refração ocular (que calcula o grau)”, explica o oftalmologista Kamel Moyses, do Centro de Oftalmologia Moyses, de Vitória.

Tratamento

A oftalmologista Rita de Cássia Duarte Acha Moyses explica que pacientes com diabetes e hipertensão devem ficar mais atentos à rotina dos exames oftalmológicos e que, quanto mais cedo for diagnosticada alguma alteração ocular, mais eficaz será o tratamento.

“Alterações como glaucoma, retinopatia diabética e outras podem ser tratadas clinicamente, sem necessidade de cirurgia ou outros procedimentos quando diagnosticadas precocemente. O paciente pode ter uma vida normal, realizando acompanhamento médico e controlando o tratamento”, explica a especialista.

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