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Brasil é o segundo em plásticas

O aumento da longevidade e a busca por qualidade de vida têm feito com que um número cada vez maior de pessoas recorram a cirurgias plásticas. O ...

Brasil é o segundo em plásticas
- Ariosto Santos disse que a cirurgia plástica avança no sentido de proporcionar procedimentos estéticos cada vez menos invasivos, seguros e que exijam menor tempo de recuperação médica.

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Ariosto Santos disse que a cirurgia plástica avança no sentido de proporcionar procedimentos estéticos cada vez menos invasivos, seguros e que exijam menor tempo de recuperação médica. (Foto: Divulgação/Rocio Fotografia)

O aumento da longevidade e a busca por qualidade de vida têm feito com que um número cada vez maior de pessoas recorram a cirurgias plásticas. O levantamento mais recente da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) aponta um crescimento de 5% no volume de procedimentos no Brasil e no mundo.

Em 2017 o Brasil registrou 1.466.245 cirurgias, número que o coloca na segunda posição no ranking dos países que mais fazem cirurgia plástica, atrás apenas dos Estados Unidos. O terceiro lugar pertence ao Japão e, o quarto, ao México.

O cirurgião plástico Ariosto Santos afirma que o aumento da expectativa de vida faz as pessoas desejarem um envelhecimento saudável e de qualidade, tanto fisicamente quanto mentalmente. “As intervenções ajudam nesse processo, pois contribuem para que homens e mulheres se sintam melhores, influenciando diretamente na autoestima”, disse.

Entre os pacientes, há os que querem simplesmente uma aparência mais jovial, outros que buscam novos parceiros e querem se sentir mais atraentes, e aqueles que acreditam que seus corpos devem ter aparência condizente com a mente ativa e ainda jovem, acrescenta o especialista.

No topo dos procedimentos mais procurados estão as mamoplastias. Elas representam um terço das cirurgias feitas no Brasil. Em 2017, o País registrou 472.890 intervenções do tipo, incluindo cirurgia de aumento, lifting, redução e ginecomastia.

O implante de silicone ocupa em disparado o primeiro lugar na preferência das pacientes. Foram 235.950 procedimentos, representando mais da metade do volume total de cirurgias de mama realizadas no Brasil. O segundo procedimento mais procurado é a lipoaspiração, com 211.035 cirurgias, e em terceiro está a plástica das pálpebras (159.720).

“No Brasil, as mulheres são muito influenciadas pelas mídias sociais. Há toda uma obrigação de serem vaidosas, de cuidarem do físico e de manterem uma imagem. Vivemos em um País com uma grande extensão litorânea, onde há uma cultura de praia intensa. Isso faz com que o corpo feminino seja cada vez mais explorado”, ressalta o cirurgião plástico Ariosto Santos.

Futuro está nas células-tronco

Neste cenário de crescimento, para onde caminha a cirurgia plástica? Qual é o futuro da especialidade? Segundo o cirurgião Ariosto Santos, a cirurgia plástica avança no sentido de proporcionar procedimentos estéticos cada vez menos invasivos, seguros e que exijam menor tempo de recuperação.

“A maioria das técnicas evoluem com o objetivo de agredir menos os tecidos orgânicos, de diminuir o edema após o procedimento e a intensidade de hematomas, assim como prevenir complicações”, avalia o médico.
A expectativa é de que as células-tronco e a terapia celular dominem o futuro da cirurgia plástica e estética facial e corporal.

“Estudos atuais, inclusive, demonstram resultados importantes obtidos em todas as áreas da Medicina. Na cirurgia plástica há a perspectiva de aplicação de células-tronco na correção de deformidades congênitas ou adquiridas e nos tratamentos estéticos”, frisa o cirurgião plástico.

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