O câncer de mama é hoje um relevante problema de saúde pública, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). É o tumor maligno mais incidente em mulheres na maior parte do mundo. Estatísticas mundiais do Globocan 2018 (BRAY, 2018) estimaram 2,1 milhões de casos novos de câncer e 627 mil óbitos pela doença. No Brasil, para este ano, as estimativas são de 59.700 novos casos da doença.
Quanto mais cedo um tumor invasivo é detectado e o tratamento é iniciado, maior a probabilidade de cura, segundo os especialistas.
Para o estadiamento correto – extensão da doença – e a avaliação de resposta ao tratamento, a medicina nuclear tem sido aliada no combate ao câncer de mama, de acordo com o especialista em medicina nuclear Romero Tonini, da Mednuclear.
“Ela auxilia na determinação da extensão da doença, observando sua localização e disseminação, colaborando para o estadiamento correto. O exame é fundamental para a decisão de qual tratamento será utilizado”, explica Romero.
O especialista afirma que existem vários exames para detecção do câncer de mama, como mamografia, ressonância magnética e ultrassom.
“Todos eles desempenham com excelência a determinação do tamanho do tumor. Porém, na busca pela pesquisa de linfonodos (gânglios linfáticos) acometidos e a presença de metástase a distância, a medicina nuclear desempenha um grande papel”, destaca.
De acordo com Romero, um dos exames mais utilizados na medicina nuclear é a pesquisa intraoperatória de linfonodo sentinela, que é o primeiro gânglio responsável pela drenagem linfática da região mamária.
“É por meio do resultado dessa pesquisa que o médico vai decidir qual a melhor conduta indicada para o paciente”, ressalta.
Outro exame importante, destaca o especialista, é a cintilografia óssea. “Ele auxilia na determinação do estágio correto da doença e possibilita ao médico escolher o tratamento mais adequado”.
Já através do PET/CT, ou seja, a tomografia por emissão de pósitrons, é possível fazer uma avaliação metabólica por meio da administração de glicose radioativa associada à tomografia computadorizada.
“Pode ser utilizado para auxiliar na avaliação da extensão da doença, resposta ao tratamento e no aparecimento de novas lesões”.
Exame detecta tumor com precisão
Assim como no câncer de mama, identificar um tumor na próstata no estágio inicial é fundamental para melhor sucesso do tratamento contra a doença. É o câncer mais frequente entre os homens, depois do câncer de pele.
Na Mednuclear, uma nova arma tem sido usada para detectar a doença: o PET/CT com PSMA (Antígeno de Membrana Específico para Próstata), procedimento recente no País.
O exame demonstra onde estão as lesões cancerígenas, sendo altamente relevante para a decisão da terapêutica a ser adotada.
“Este procedimento permite avaliar todo o corpo do paciente por meio da tomografia por emissão de pósitrons e da tomografia computadorizada, combinando uma informação funcional à imagem morfológica”, explica o especialista em medicina nuclear Romero Tonini.
E acrescenta: “Proporciona também uma investigação completa sobre o tumor, auxiliando o médico solicitante na conduta precisa para o tratamento apropriado”.
O procedimento pode ser usado para a investigação diagnóstica em casos de recorrência/recidiva da doença, na avaliação de resposta ao tratamento, além de permitir informar a extensão inicial da doença, contribuindo como grande benefício para a prática clínica, segundo informa o especialista Romero Tonini.
Critério
“É importante ressaltar que a solicitação do exame deve ser feita de forma bastante criteriosa, já que ele avalia cada caso específico, e o mais importante: quando bem solicitado, seus resultados podem modificar a conduta do médico quanto ao tratamento do paciente”, ressalta Romero.
Trata-se de uma esperança e tanto para pacientes que descobrem a doença.
Tecnologia auxilia no cuidado do coração
De janeiro até o momento, a Sociedade Brasileira de Cardiologia registrou mais de 250 mil mortes por doenças cardiovasculares no Brasil.
As doenças cardiovasculares representam a principal causa de mortes no País, sendo responsáveis por mais de 30% dos óbitos registrados. São mais de 1 mil mortes por dia, cerca de 43 por hora.
Muitos desses casos podem ser evitados logo no início com avaliações periódicas.
O exame de cintilografia miocárdica está entre elas, já que analisa o fluxo sanguíneo das artérias e a perfusão que nutrem o músculo cardíaco, detectando possíveis falhas na irrigação de determinadas regiões do coração, segundo explica o especialista em medicina nuclear Romero Tonini.
“O músculo precisa ser bem irrigado, e essa irrigação não pode ser diferente, independente se o paciente está em repouso ou sob estresse”, afirma.
O procedimento é fundamental, conforme ele destaca, para avaliar as pessoas que são propensas a terem doenças cardiovasculares.
“Ele pode identificar a alteração de maneira precoce, prevenindo assim problemas cardíacos mais graves, como por exemplo, um infarto do miocárdio”.
“Diferentemente dos demais diagnósticos de imagem, a cintilografia miocárdica é capaz de identificar eventuais danos ao coração antes que o paciente manifeste sinais e sintomas, podendo também ser utilizada para determinar qual a melhor conduta que será adotada pelo médico, assim como a eficácia do tratamento proposto”, completa.