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Especial Saúde

Cirurgia por vídeo para tratar hérnia de disco e artrose

O uso da tecnologia em cirurgias tem proporcionado melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes que necessitam desses procedimentos.Um ...

Cirurgia por vídeo para tratar hérnia de disco e artrose
- Lourimar Tolêdo diz que a cirurgia é feita com pequenas incisões e a ajuda de uma câmera de vídeo de alta resolução específica

Última atualização

Jovem sente dor na coluna: 80% da população mundial sofrem desse mal em algum momento da vida (Foto:  Divulgação)O uso da tecnologia em cirurgias tem proporcionado melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes que necessitam desses procedimentos.

Um dos principais avanços é a utilização da videoendoscopia, que revolucionou a cirurgia geral na década de 1980. Esse processo foi aprimorado e há alguns anos vem sendo usado para tratar diversos problemas de coluna, como hérnia de disco e artrose.

Com pequenas incisões e a ajuda de uma câmera de vídeo de alta resolução específica para uso em cirurgias, o médico consegue enxergar com total nitidez o local que precisa ser operado.

Esse equipamento é associado a instrumentos cirúrgicos especiais que permitem a realização do procedimento em espaços muito pequenos. Por isso, a cirurgia pode ser feita por meio de cortes mínimos, de cerca de 1 centímetro.

“Essa inovação propicia ao paciente uma recuperação muito mais rápida, com menos dor e redução no tempo de internação. Nesses casos, a cirurgia consiste em descomprimir as estruturas neurológicas envolvidas pela doença e estabilizar as vértebras (quando necessário), sem agredir os tecidos sadios”, explica o ortopedista Lourimar Tolêdo, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC).

Indicação
O médico ressalta que a cirurgia endoscópica (por vídeo) para tratar hérnia de disco é indicada para pacientes que não tiveram solução com medicação, fisioterapia ou exercícios, e para aqueles em que há comprometimento neurológico importante.

Lourimar Tolêdo acrescenta outras vantagens do procedimento por vídeo em relação às cirurgias convencionais.

“Como a incisão é pequena, preservamos mais músculos e outros tecidos, daí a redução no uso de analgésicos e o menor tempo de internação hospitalar, o que gera redução na taxa de infecção”.

Além disso, o ortopedista destaca a diminuição do sangramento e da necessidade de transfusão sanguínea.

“A internação no CTI também é dispensada, uma vez que as pessoas sentem pouca dor após a cirurgia e retornam ao trabalho e às atividades físicas mais rápido”.

 (Foto: Jornal A Tribuna)

 (Foto: Jornal A Tribuna)

 (Foto: Jornal A Tribuna)

AJUDA CONTRA ARTROSE

Outra doença que também afeta milhões de pessoas é a artrose, que se caracteriza pelo desgaste da cartilagem de proteção que fica nas extremidades dos ossos.

Os principais sintomas, além da dor, são a falta de firmeza, os estalos nas articulações, a rigidez, a limitação dos movimentos e a dificuldade para andar. Os locais mais afetados são as articulações que suportam peso, como a coluna vertebral, o quadril e os joelhos.

A cirurgia por vídeo também é eficaz para tratar a artrose, ressalta o ortopedista Lourimar Tolêdo, membro da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC). “Nesse caso, a cirurgia consiste em descomprimir as estruturas neurológicas envolvidas pela doença e estabilizar as vértebras (quando necessário) sem agredir os tecidos sadios”.

“Como não há necessidade de usar parafusos e hastes, preservamos todas as estruturas do organismo, como musculatura, ossos e ligamentos”.

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