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Economia

Vale procura governo para acordo e ferrovia no ES

O novo presidente da mineradora fez, antes mesmo de assumir o cargo, contato com as autoridades para solucionar pendências

Vale procura governo para acordo e ferrovia no ES
- Novo presidente da Vale, Gustavo Pimenta procurou autoridades para resolver pendências da empresa antes mesmo de assumir

Última atualização


O novo presidente da Vale, Gustavo Pimenta, mesmo antes de assumir o cargo, procurou por autoridades federais e estaduais para resolver pendências envolvendo a empresa.

Pimenta tem objetivo de fechar acordos ainda neste ano, incluindo a revisão de contrato da Estrada de Ferro Vitória a Minas, e o acordo de ressarcimento da tragédia de Mariana (MG) — que ocorreu numa barragem da Samarco, que tem a Vale e BHP como sócias.

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O CEO da Vale já se reuniu com o governador Renato Casagrande para tratar dos temas. Segundo integrantes do governo, o novo CEO da Vale demonstrou boa vontade em chegar a um acordo de compensação a famílias e governos.

Além da Vale, a BHP participa das conversas. A Samarco já desembolsou R$ 37 bilhões e estaria negociando pagar mais R$ 100 bilhões, além de outros R$ 49 bilhões em obrigações futuras.

Após a reunião com o presidente Lula em Brasília, Casagrande disse que negocia com o governo federal a inclusão no acordo com as mineradoras da duplicação de um trecho da BR-262, entre o Estado e Minas Gerais.

Pimenta esteve com o ministro dos Transportes, Renan Filho, na terça-feira (10). O ministério negocia para rever renovação antecipada de contratos de ferrovias.

No caso da Vale, trata-se da revisão do contrato referente às ferrovias Estrada de Ferro Vitória a Minas e Estrada de Ferro Carajás, entre Maranhão e Pará. O governo quer que a mineradora pague nova outorga à União. A Vale apresentou proposta para pagar R$ 16 bilhões, mas governo quer R$ 25,7 bilhões.

Para o Estado, a importância se dá pois a nova ferrovia que será construída no Sul do Estado, Ramal Anchieta, primeira parte da Estrada de Ferro Vitória-Rio (EF-118), foi uma das contrapartidas estabelecidas pelo governo federal para fazer a prorrogação antecipada do contrato de concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas.

O contrato de concessão da Vale expirava originalmente em 2027, mas foi renovado antecipadamente por 30 anos. As renovações foram foram fechadas durante o governo Jair Bolsonaro e o governo Lula considera os valores baixos.

Entenda

Acordo de Mariana e ferrovia

O novo presidente da Vale, Gustavo Pimenta, tem feito reuniões com autoridades federais e estaduais com objetivo de negociar acordos envolvendo a empresa.

Entre as negociações estão duas que envolvem o Estado: revisão de contrato da Estrada de Ferro Vitória a Minas e o acordo de ressarcimento da tragédia de Mariana — que ocorreu numa barragem da Samarco, que tem a Vale à BHP como sócias.

Pimenta já teve uma reunião com o governador Renato Casagrande, como confirmou a assessoria do chefe do Executivo estadual.

Na semana passada, Casagrande afirmou que espera assinar até o final deste ano um acordo com mineradoras de cerca de R$ 100 bilhões para a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, na cidade mineira de Mariana.

O governador disse que negocia com o governo federal a inclusão no acordo da duplicação de um trecho da BR-262, entre Espírito Santo e Minas Gerais.

Sobre a Estrada de Ferro Vitória a Minas, trata-se da revisão do contrato. O governo federal quer que a mineradora pague nova outorga à União. A Vale apresentou em abril proposta para pagar R$ 16 bilhões, mas o governo pede R$ 25,7 bi.

Na época da renovação antecipada, a construção do Ramal Anchieta foi uma contraproposta para a prorrogação antecipada.

Fonte: Agência O Globo e pesquisa AT.



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