Terminal de Campo Grande, em Cariacica.
O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) entrou com pedido de ilegalidade da greve dos rodoviários na tarde desta quarta-feira (27). A ação foi ajuizada junto ao Tribunal Regional do Trabalho.
Segundo o GVBus, o Sindirodoviários descumpriu determinações da Justiça como a proibição de impedir a saída de ônibus das garagens ontem e hoje. O Sindicato dos Rodoviários nega.
Leia a nota do GVBus na íntegra:
A ação de incidente de abusividade de greve foi ajuizada pelo GVBus junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES) na tarde desta quarta-feira (27/12). A ação foi motivada pelo descumprimento por parte do Sindirodoviários de algumas das determinações da justiça. Atos registrados ontem e hoje, respectivamente, e documentados com boletins de ocorrência: 1 – tentativa de barrar a saída do quantitativo legal da frota – 70% dos ônibus em circulação nos horários de pico e 50% nos demais horários (entre picos), no início da manhã (entre 3h e 4h30); 2 – bloqueio para impedimento da saída e operação de trabalhadores que não aderiram ao movimento, descumprindo, assim, os itens 2.1 e 2.4 da liminar proferida pelo desembargador José Luiz Serafini.
Lembramos ainda que a liminar determina um quantitativo mínimo de frota, no entanto, não fixa um percentual máximo. Dessa forma, e com base nos itens citados acima, o Sindirodoviários não pode impedir que trabalhadores que não aderiram ao movimento saiam de dentro das garagens para trabalhar.
Outro lado
Diante das alegações do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) de que os
rodoviários não cumpriram determinação da Justiça, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado (Sindirodoviários), Edson Bastos, rebateu as informações.
“Pode ir de garagem em garagem perguntar se o sindicato proibiu alguém de trabalhar. Colocamos 70% dos carros para rodar na forma que a liminar foi deferida e, a partir das 9h, recolhemos 20%. Cumprimos a liminar à risca”, disparou.
E completou: “Temos todos os ônibus, tudo anotado certinho, não barramos ninguém e seguimos a ordem judicial completamente.”