A pequena Laís Vieira, filha da supervisora Patrícia Ascaciba, tem R$ 100 guardados por mês. Foto: Fábio Nunes
Investir em previdência privada antes mesmo do nascimento da criança. É isso que os especialistas em finanças indicam para os pais que desejam começar a construir desde cedo o futuro dos filhos. A discussão para se votar a reforma da Previdência traz à tona a importância, cada vez maior, de ter um planejamento financeiro e uma segunda opção de renda para a aposentadoria.
Começar cedo a planejar o futuro dos filhos pode fazer grande diferença, seja para pagar a faculdade ou até mesmo um intercâmbio. E segundo o economista especialista em finanças e professor universitário, Laudeir Frauches, o investimento em uma previdência privada deve começar o quanto antes, mas com uma ressalva: sem comprometer o orçamento da família.
Ele explicou também que os pais devem ter em mente que a previdência privada pode ser uma maneira de garantir o futuro dos filhos, mas que mais importante que isso é planejar a educação financeira do filho desde pequeno. “A criança deve aprender desde cedo educação financeira, pois de nada adianta ter uma reserva financeira sem a devida orientação para aplicar o dinheiro”, destacou.
Com apenas R$ 35 por mês é possível fazer uma previdência na Caixa Econômica Federal para uma criança, como um filho, neto ou sobrinho.
E o aumento da procura por previdência privada é nítido, com destaque para este ano, segundo o diretor-presidente da Banestes Corretora (Banescor), Carlos Alberto Silva. Pais estão buscando planos até para os filhos recém-nascidos. “As pessoas estão entendendo que é cada vez mais importante garantir uma renda complementar para o futuro e a busca tem crescido consideravelmente. Meu neto, por exemplo, vai nascer em janeiro e a família já vai iniciar os pagamentos dá previdência privada dele”, contou Silva.
A assistente administrativa da corretora de seguros do Banestes, Fátima Oliveira, explicou que uma das opções para investir no futuro dos filhos é o plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).
Ela disse que esse modelo não oferece o benefício fiscal, mas, ao retirar o dinheiro, o imposto é cobrado apenas sobre o valor do rendimento do plano.
Andreia Ferreira