A modelo Tamy Araújo trabalha com a imagem e perdeu dois trabalhos após a invasão do hacker à sua conta no Instagram. Foto: Acervo Pessoal
Às vésperas do Ano Novo, a modelo capixaba Tamy Araújo, de 19 anos, tentou acessar a rede social Instagram e não conseguiu. Em seguida, observou que as suas centenas de fotos eram apagadas uma a uma e, por fim, viu o seu perfil se resumir a um xingamento: “Uma zé ninguém que não tem nada e se acha a princesa!”.
Tamy foi a vencedora do Miss Brasil Unificado, na categoria teen (adolescente), em 2015. A modelo, natural de São Gabriel da Palha, Norte do Estado, já representou o Espírito Santo no concurso Miss Brasil de Las Américas em 2015, onde ficou no Top 10. Entretanto, o ataque custou caro: além de ter perdido dois relevantes trabalhos, Tamy perdeu a conta no Instagram e passou constrangimento diante de fãs e amigos.
E ela não está sozinha. Só no primeiro semestre de 2017, mais de 1.200 crimes virtuais de todos os tipos foram registrados no Espírito Santo. O número pode ser bem maior, já que muitas pessoas não denunciam os criminosos.
No caso da modelo, seus mais de 25 mil seguidores foram apagados, muitos deles clientes consolidados ou em potencial. “Como digital influencer, meu papel nas redes é ter um perfil exemplo, com conteúdos que chamem a atenção dos seguidores, mas infelizmente ele foi zerado”, lamenta Tamy.
Além de prejudicar a modelo no trabalho, o hacker enviou mensagens ofensivas e até racistas para seus seguidores. Um amiga de Tamy, que não quis ser identificada, foi surpreendida com um comentário racista: “Vai cuidar do seu cabelo, sua neguinha!”. Outra foi xingada de p* e seu namorado chamado de anão. “É desesperador ver essas coisas acontecerem com o seu nome e você não poder fazer nada”, lamenta Tamy.
A reportagem completa e uma entrevista exclusiva com Tamy você lê no Jornal A Tribuna desta quinta-feira (04).
Luciana Pimentel