Com promessa de ser ampliada da praia de Camburi até a Rodoviária de Vitória, no Centro, a faixa exclusiva para ônibus “estacionou” na avenida Dante Michelini.
Cinco meses após a inauguração da Linha Verde, ela permanece em apenas 3,8 quilômetros da orla, sem previsão para ser expandida. A faixa também é liberada para táxi, vans e carros com mais de três pessoas.
Em abril, a Prefeitura de Vitória chegou a fazer testes nas avenidas Nossa Senhora dos Navegantes, Américo Buaiz e Saturnino de Brito, entre a Enseada do Suá e a Praia do Canto.
O teste, na época, foi bem-sucedido, na avaliação da prefeitura, que chegou a anunciar a implantação definitiva em julho.
Um novo teste foi anunciado para que ajustes fossem feitos, mas também não aconteceu.
Nos primeiros testes, o trânsito ficou congestionado na Terceira Ponte, no sentido Vila Velha-Vitória, o que normalmente não acontece.
O problema foi causado por conta do engarrafamento que se formou na rua Humberto Martins e na avenida Desembargador Santos Neves, na Enseada do Suá, o que também não é comum no fim da tarde.
Em nota, a Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória disse que não há previsão para os novos trechos, mas não explicou porque não houve a expansão.
Em Camburi, no entanto, a administração municipal acredita que os resultados são positivos, “sobretudo para usuários do transporte coletivo, que tiveram o tempo de viagem reduzido graças à faixa exclusiva”, afirma a nota.
Multas
O motorista que trafega pela Dante Michelini pode até se preocupar, mas a Linha Verde também não está multando. E sequer existe previsão para que a fiscalização comece, segundo a prefeitura.
“A intenção da Linha Verde não é a punição, mas, sim, a implementação de um projeto que favorece à coletividade e à mobilidade urbana. Monitoramento e fiscalização são feitos por meio de 16 câmeras e também por agentes da Guarda Municipal”, disse em nota.
A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (19).
