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Justiça anula testamento feito por ganhador da Mega morto pela mulher

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou, nesta quarta-feira (7), recurso de familiares de Renne Sena, ganhador da Mega Sena que foi ...

Justiça anula testamento feito por ganhador da Mega morto pela mulher
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Justiça anulou testamento feito por ganhador da Mega Sena.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou, nesta quarta-feira (7), recurso de familiares de Renne Sena, ganhador da Mega Sena que foi assassinado em Rio Bonito (RJ) em 2007, para anular o testamento em que eram beneficiárias a viúva Adriana Almeida, condenada pelo crime, e a filha dele.

Milionário da Mega-Sena foi morto em Rio Bonito, em 7 de janeiro de 2007

O ex-lavrador Renné Senna, de 54 anos, que ganhou sozinho a Mega-Sena, em agosto de 2005, levando um prêmio de R$ 51,8 milhões, foi morto no dia 7 de janeiro de 2007, com três tiros, em Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio, onde tinha uma fazenda. Segundo testemunhas, dois homens de moto se aproximaram do ex-lavrador, que estava em um bar a oito quilômetros de casa, e fizeram os disparos. Os bandidos levaram a bolsa de René, mas deixaram o relógio e um cordão de ouro. A vítima havia perdido as duas pernas em decorrência de diabetes e costumava andar de quadriciclo.

Viúva foi presa 

A viúva, a ex-cabelereira Adriana Ferreira Almeida, 25 anos mais jovem que a vítima, foi presa 23 dias após o crime e indiciada como mandante, mas acabou absolvida no Tribunal de Júri, em 3 de dezembro de 2011.

Em maio de 2013, a Justiça negou um pedido dos irmãos do lavrador para anulação do testamento, que destinava metade dos bens de Senna para a filha, Renata, e a outra metade para Adriana. Em julho, determinou a realização de um novo exame de DNA de Renata. A briga pela herança — hoje, a fortuna deixada por Senna estaria em mais de R$ 100 milhões — ainda não teve uma decisão final.

A absolvição de Adriana foi anulada em 2014 pelo Tribunal de Justiça, depois que o motorista Otávio Pereira, genro do milionário, denunciou que dois jurados incorreram em quebra de incomunicabilidade. O julgamento foi considerado nulo pois os jurados não podem ter contato entre eles, nem com o mundo exterior ou testemunhas. Os dois, porém, teriam se encontrado em um posto de gasolina.

O novo julgamento de Adriana Almeida, acusada de ter encomendado a morte do marido, teve início no Fórum de Rio Bonito no dia 13 de dezembro de 2016 e terminou três dias depois com a condenação da viúva a 20 anos de prisão em regime fechado. O júri era composto por cinco mulheres e dois homens.

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