Durou mais de quatro horas o depoimento do pastor George Alves, pai de Joaquim e padrasto de Kauã, de 3 anos e 6 anos de idade, respectivamente, que morreram no incêndio em Linhares, no Norte do Estado, no último sábado (21). Ele chegou à delegacia da cidade às 15h30 desta terça-feira (24) para dar a sua versão sobre o caso.
Por cerca de 4h15, o pastor evangélico George Alves, da Igreja Batista Vida e Paz, do bairro Interlagos, em Linhares, prestou depoimento na tarde desta terça-feira, à Polícia Civil, sobre o incêndio que matou as crianças Joaquim Alves Salles, 3 anos, e Kauã Salles Burkovsky, de 6 anos de idade.
A tragédia aconteceu na madrugada do último sábado (21), e causou comoção em todo o Estado, já que os dois meninos morreram carbonizados dentro do quarto onde dormiam, no centro da cidade.
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O pastor chegou à delegacia por volta das 15h, num carro descaracterizado da Polícia Civil e subiu para o segundo pavimento, prestando depoimento ao delegado Romel Pio de Abreu Junio, da Delegacia de Divisões Penais e Outras (Dipo); e à delegada Suzana Garcia, titular da Delegacia da Mulher. da 16ª Delegacia Regional de Linhares (DRL), no bairro Três Barras.
Assim que terminou o depoimento, às 19h15, o pastor George Alves saiu da delegacia acompanhado por um casal de amigos, além da esposa, a pastora Juliana Salles. Entretanto, ele entrou no carro particular do delegado Romel Júnior e seguiu para fazer exames no Serviço Médico Legal (SML) de Linhares. O casal de amigos e a esposa do pastor foram atrás, em outro carro.
Antes, na recepção da delegacia, enquanto aguardava o marido prestar depoimento, a esposa do pastor George informou que não houve nenhum tipo de alteração na rede elétrica da casa desde que o casal e os filhos se mudaram para o imóvel há cerca de um mês.
Ela afirmou, entretanto, que tiveram que mudar o ar-condicionado do quarto das crianças, colocando no local o aparelho que funcionava no quarto do casal na casa antiga onde viviam. Ela justificou que o aparelho que já constava na casa recém-alugada gelava muito e, por isso, decidiram colocar outro, menos potente.
Um amigo do casal, que também estava na recepção da delegacia, contou que a pedido do delegado Romel Júnior, levou até a sala do policial a babá eletrônica que estava no quarto do pastor Geoge. Teria sido esse aparelho que despertou o pai com os gritos das crianças durante o incêndio do quarto.
O rapaz disse que a polícia busca informação sobre o que o pastor falou à imprensa, ao afirmar que acordou e a casa dele já estava sem energia. “A polícia estaria investigando se esse aparelho tem uma memória de arquivo, quando e em que momento ele acionou e despertou o pastor George”, disse o amigo da família.
Também durante a tarde desta terça (24), uma equipe de Engenharia da Polícia Civil e Corpo de Bombeiros realizaram uma segunda perícia técnica no imóvel, onde ocorreu o incêndio. A Polícia Civil também recolheu imagens de câmeras de videomonitoramento de residências vizinhas ao imóvel onde reside o casal George e Juliana.
Mais informações na edição desta quarta (25) em A Tribuna.