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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o governo federal prevê iniciar a vacinação contra a covid-19 em crianças na primeira quinzena deste mês.
Queiroga deu uma coletiva, na última sexta-feira, em Brasília, mas a fala teria acontecido depois, fora da transmissão das câmeras, segundo a GloboNews.
O Ministério da Saúde já disse que a previsão é que a vacinação em crianças de 5 a 11 anos comece neste mês. Contudo, não cravou uma data ou um período mais específico.
Embora a vacinação em crianças com o imunizante da Pfizer tenha sido autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em 16 de dezembro, o governo federal ainda não aplicou qualquer dose nesse público.
O ministro defende que as crianças só sejam vacinadas contra a covid-19 com a apresentação de uma prescrição médica.
O Ministério da Saúde está promovendo uma consulta pública sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19. Ela deve ficar disponível até hoje.
A expectativa é que a pasta anuncie alguma atualização sobre o tema na próxima quarta-feira.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia requisitou que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Marcelo Queiroga prestem informações sobre a realização da consulta pública no prazo de cinco dias.
Ela é relatora de uma ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos no Supremo.
O prazo de cinco dias para que o governo envie informações sobre a consulta pública, conforme a decisão de Cármen Lúcia, é improrrogável.
Na sequência, definiu a ministra, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PRG) terão também cinco dias para se manifestar.
Na decisão, a ministra afirmou que omissões administrativas que posterguem medidas necessárias para garantir o direito à saúde podem gerar “efeitos gravosos” a toda a sociedade.
Durante a coletiva, Queiroga afirmou que as explicações requeridas serão apresentadas à ministra pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco. “Essas explicações serão prestadas, como já foram prestadas a outros ministros. Normal, isso faz parte do processo democrático”, afirmou.