Aguardada com muita expectativa, finalmente chegou a vez das crianças entre 5 e 11 anos de idade serem imunizadas contra a covid-19. No Estado, a previsão é de que mais de 396 mil comecem a ser vacinadas já partir do dia 15, caso o calendário do Ministério da Saúde seja mantido.
A imunização para esse público com a vacina da Pfizer já havia sido autorizada em 16 de dezembro de 2021 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro lote de vacinas, com 1,24 milhão de doses, deve chegar ao País na próxima quinta-feira, dia 13.
Veja algumas dúvidas sobre a vacinação para crianças;
1 – Quando vai começar a vacinação das crianças?
Durante o anúncio feito ontem, o Ministério da Saúde afirmou que a previsão é de que o primeiro lote de vacinas da Pfizer para o público de 5 a 11 anos chegue ao País no próximo dia 13, com 1,24 milhão de doses.
No dia 14, a expectativa é iniciar a entrega aos estados, para que façam a distribuição.
Considerando que a população do Espírito Santo nessa faixa etária representa 1,93% do total, e a distribuição é proporcional, o Estado deve receber, inicialmente, 24 mil doses.
Depois, outros dois lotes devem chegar ao País com o mesmo quantitativo ainda este mês.
O total seria suficiente para a primeira dose, mas não para completar o ciclo vacinal, já que o Brasil tem 20,5 milhões de crianças nessa faixa etária.
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2 – Quem vai tomar vacina primeiro?
O Ministério da Saúde informou que a ideia é que a vacinação seja realizada por faixa etária (das crianças mais velhas para as mais novas), com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas.
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, reforçou que, com a previsão do quantitativo anunciado, a vacinação deve se dar por grupo de idade, com faixas etárias mais amplas, por exemplo, de 8 a 11 anos. Isso ainda será definido.
3 – Será necessário levar receita para vacinar uma criança?
Não. Durante a apresentação, o Ministério da Saúde orientou que os pais “procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização”, mas não exigirá receita médica para aplicar a vacina.
A autorização por escrito só será necessária se não houver pai, mãe ou responsável presente no momento em que a criança for vacinada.
Sobre o tema, Nésio Fernandes já tinha afirmado que a prescrição não seria exigida no Estado.
4 – Será necessária uma segunda dose?
Sim. O Ministério da Saúde informou que as doses serão aplicadas com intervalo de oito semanas – um prazo maior do que o previsto na bula, de três semanas.
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5 – A dose para as crianças é a mesma que para adultos?
Não. A dosagem, a composição e a concentração da vacina pediátrica são diferentes daquela dos adultos. O frasco da vacina para crianças também terá uma cor diferente, para ajudar os profissionais de saúde na hora de aplicar o imunizante.
6 – A vacina é segura para crianças?
Sim. Após avaliações, a Anvisa aprovou, desde o dia 16 de dezembro, a aplicação da vacina da Pfizer na faixa etária. A mesma autorização de uso já foi concedida pelas agências regulatórias de saúde dos Estados Unidos (FDA) e da União Europeia (EMA), além de países como Costa Rica, Colômbia, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Peru e Uruguai.
Para especialistas, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), os benefícios da vacina superam os riscos. Eles afirmam ainda que a mortalidade de crianças e adolescentes é superior a qualquer outra vacina do calendário infantil.
7 – As crianças poderão receber a vacina da covid no mesmo dia de outra vacina do calendário infantil?
De preferência, não. Por precaução, a Anvisa recomendou que haja um tempo mínimo de 15 dias entre a aplicação a vacina da covid e outras do calendário infantil.
Fonte: Agência Globo, Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde.