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Pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, identificaram uma molécula que pode revelar sintomas de diabetes antes mesmo do diagnóstico da doença. O estudo foi publicado na revista científica Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
A pesquisa analisou que a redução de uma estrutura conhecida como 1,5-anidroglucitol no organismo tem associação com o mau funcionamento de células produtoras de insulina, hormônio que promove a entrada de glicose nas células.
Os cientistas utilizaram técnicas de análise molecular com o apoio de tecnologia de inteligência artificial para identificar a molécula de 1,5-anidroglucitol.
A endocrinologista Sabrina França explica como essa molécula atua no corpo. “Esse 1,5-anidroglucitol é um monossacarídeo que está presente nos alimentos. É uma substância boa que cai em nossa circulação e é filtrada pelos rins e permanece no sangue”, comenta.
A médica destaca que, quando a glicose no sangue está muito alta, há uma competição na reabsorção com essa molécula. “Então, a glicose é reabsorvida e essa molécula não tem vez, ela acaba sendo liberada na urina”, explica.
França destaca o que ocorre com a redução dos níveis desse monossacarídeo e como os pesquisadores associaram esse elemento ao diagnóstico precoce de diabetes. “A redução dos níveis dessa molécula no sangue significa que foi menos absorvida devido à glicose muito alta no sangue, então, quanto mais baixo os níveis de 1,5-anidroglucitol, mais alta está a glicose no sangue”.
A especialista revela o teste mais atual para a descoberta da doença. “Hoje, temos o teste de sobrecarga da glicose, que é a curva glicêmica, na qual recolhemos o sangue em jejum. O laboratório fornece uma quantidade fixa de glicose e o paciente colhe o sangue duas horas depois, novamente, para avaliar como o paciente reagiu ao elemento no corpo”.
A diabetes é uma doença que atinge até 15 milhões de pessoas adultas no Brasil.