- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
TRANSPARÊNCIA

Dados de candidatos são públicos, diz TSE

A Justiça Eleitoral decidiu, por maioria de votos, que informações, certidões e declarações de bens devem estar disponíveis à população

Dados de candidatos são públicos, diz TSE
- Moraes frisou ser importante que eleitores possam analisar evolução patrimonial e dados gerais dos candidatos

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por maioria de votos, manter o acesso público aos dados relativos a candidatas e candidatos nas eleições deste ano.

De acordo com a decisão do Plenário, tanto dados pessoais quanto certidões e declarações de bens devem estar no DivulgaCandContas (divulgacandcontas.tse.jus.br/) para obedecer o princípio da transparência.

Os ministros também decidiram que não existe limite de tempo para que esses dados estejam acessíveis à sociedade. 

Para garantir  a segurança pessoal dos concorrentes a cargos públicos, ficarão restritos apenas  endereço completo, telefone e e-mail pessoal.  

A decisão aconteceu no julgamento de processo administrativo que trata da aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), no processo de registro de candidaturas.

Nos dois pontos iniciais, o Plenário acompanhou a divergência aberta pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.

 Moraes havia explicado que  aquele que oferece o nome para ser candidato, seja eleito ou não, não pode exigir que a Justiça Eleitoral restrinja esses dados, uma vez que o eleitor precisa ter conhecimento antes de votar.

“O interesse do legislador sempre foi garantir a livre informação da coletividade, imprescindível para o interesse público e em limitação ao particular”, disse.

 “A consagração constitucional da publicidade e da transparência correspondem à obrigatoriedade do Estado, e, neste caso, do Poder Judiciário, em fornecer as informações necessárias para o eleitor, principalmente em relação àqueles que pleiteiam um cargo público”, completou Moraes. 

O ministro  ressaltou ainda que é importante que os eleitores possam, inclusive, analisar a evolução patrimonial e as informações gerais e objetivas dos candidatos.

A análise do tema pelo TSE teve início com o julgamento de um pedido apresentado por Luciano Reginaldo Fulco, eleito suplente de vereador pelo município de Guarulhos (SP), em 2020.

Fulco havia pedido a exclusão de seus dados da plataforma justificando que teria sofrido ameaças durante o processo eleitoral daquele ano.

Mais Lidas

Ver tudo ›