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A transformação digital do planeta e o uso da tecnologia cada vez mais intrincado no dia a dia impactam todas as áreas dos saberes e práticas humanos. A medicina, assim como todos os aspectos da vida em sociedade, é diretamente influenciada por esses fatores.
Os avanços tecnológicos, principalmente aqueles dos últimos anos, impulsionaram a prática e pesquisa médica a patamares inéditos na história.
Com a covid-19, uma dessas tecnologias tornou-se bastante conhecida: a telemedicina. Reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina de maneira excepcional em razão da pandemia, ela permitiu o diagnóstico, prevenção, tratamento e monitoramento de doenças a distância.
“A telemedicina representou a possibilidade de superar barreiras geográficas para o atendimento, além de reduzir custos e agilizar processos”, afirmou o médico e presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Leonardo Lessa.
Outra ferramenta tecnológica que permitiu a automação dos processos foi o prontuário eletrônico. Para Lessa, a ficha eletrônica tornou possível integrar em um só lugar os dados clínicos e cadastrais do paciente.
“Além disso, permite que essas informações sejam compartilhadas com toda a equipe médica, sem o risco de serem perdidas ou mal-interpretadas. O prontuário eletrônico proporciona maior produtividade e ajuda na composição de diagnósticos mais precisos”.
As cirurgias robóticas assistidas já são uma realidade no Estado. De acordo com o médico e diretor da Ames, Gustavo Peixoto, processos menos invasivos e mais precisos podem ser realizados, sob o comando do cirurgião, utilizando uma plataforma robótica.
“É o médico quem toma as decisões e controla o robô. A visão 3D simula o cirurgião no interior do paciente, por outro lado, os braços mecânicos dos robôs cirurgiões permitem o acesso a áreas mais delicadas do corpo, esse conjunto de fatores aumenta a assertividade”.
Ainda sobre inovações tecnológicas, muito se fala sobre a nanomedicina. Neste caso, pode-se pensar no uso de nanopartículas, nanorrobôs e outras ferramentas invisíveis a olho nu que auxiliam no diagnóstico e na produção de medicamentos, por exemplo.
“E a nanomedicina não é algo para um futuro distante: diversos equipamentos médicos já utilizam essa tecnologia, como implantes, cateteres, marca-passo, válvulas cardíacas e muitos outros”, explicou a psiquiatra e diretora da Ames, Letícia Mameri.
“No caso da psiquiatria, minha área de especialidade, as nanopartículas podem aumentar a biodisponibilidade e farmacocinética das drogas, especialmente na melhoria da segurança e eficácia dos medicamentos psicotrópicos”.
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Telemedicina
- Tornada popular durante a pandemia de covid-19, a consulta online por videochamada permitiu que o atendimento médico chegasse a regiões remotas e diminuiu os custos que envolvem as consultas. A telemedicina foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina de maneira excepcional em razão da pandemia. Nos dias atuais, tornou-se uma alternativa para oferecer maior comodidade para o atendimento aos pacientes, que não precisam mais se deslocar até os consultórios.
Prontuário eletrônico
- A interminável papelada e a “letra de médico”, ilegível para muitos, estão com os dias contados. Cada vez mais os centros clínicos e cirúrgicos têm optado pela ficha eletrônica para registrar todos os procedimentos e dados a respeito do paciente, que podem ser compartilhados com os profissionais envolvidos naquele atendimento. Dessa forma, aumenta a assertividade dos registros, uma vez que é adotado um padrão de coleta de dados. Além disso, todas as informações referentes ao paciente – atendimento, cirurgia e pós cirúrgico – são compartilhados de maneira automatizada e sem ruídos.
Cirurgias assistidas por robôs
- Pode ser considerada uma técnica minimamente invasiva, uma vez que funciona através da laparoscopia, quando pequenos orifícios são feitos para introduzir câmeras e pinças cirúrgicas. Braços robóticos realizam os movimentos, mas são os cirurgiões que comandam as manobras. A tecnologia pode diminuir os sangramentos durante a cirurgia e o pós-operatório, por exemplo.
Nanotecnologia
- Parece coisa de ficção científica, mas já está presente no cotidiano da população mais do que se imagina. Implantes, cateteres, marca-passo, válvulas cardíacas e muitos outros equipamentos médicos utilizam essas técnicas.