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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, manter o indeferimento do registro de candidatura do prefeito do município de Ibitirama, Paulo Lemos (PSD), eleito em 2020, na sessão desta quinta-feira (28). Com a decisão, os votos serão anulados e, consequentemente, serão realizadas novas eleições no município da região do Caparaó.
Lemos teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em decorrência de irregularidades em convênio firmado entre a União e o Executivo. No caso, o TCU concluiu que houve superfaturamento em licitação para aquisição de um veículo para ser transformado em unidade móvel de saúde em 2022, de acordo com o corregedor-geral do TSE, ministro Mauro Campbell Marques.
Na manhã desta quinta, por meio de um vídeo publicado das redes sociais da prefeitura, Paulo Lemos afirmou que estaria renunciando o cargo por motivos de saúde. Na mesma gravação ele divulgou, ainda, balanço das finanças e denunciou possíveis irregularidades e superfaturamentos nas obras de manutenção e reforma das escolas do município.
Horas depois, ele voltou atrás e revelou que usou os termos incorretos durante seu pronunciamento na internet e não renunciou ao cargo, mas, na verdade, quis anunciar que pediu afastamento não remunerado para tratar da saúde.
Paulo Lemos está em seu terceiro mandato e já foi prefeito em Ibitirama outras duas vezes, entre 2001 a 2008, e governou Alegre por um mandato, de 2004 a 2008. Em 2006, ele foi condenado pela Justiça Federal por fraudar licitação para aquisição de ambulâncias. O caso ficou conhecido como “Máfia das Sanguessugas”.