- Vitória, ES 22°C

Vitória 22°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
ESPECIAL SAÚDE

Médicos respiram aliviados

Com os números da covid em queda, o dia a dia dentro dos hospitais está normalizando e as cirurgias eletivas voltaram a acontecer

Médicos respiram aliviados
- Leonardo Lessa, presidente da Associação Médica do Espírito Santo, diz que o pior da pandemia ficou para trás

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:


  

O respiro de alívio agora é possível depois de praticamente dois anos de muitos medos e incertezas trazidos pela pandemia da covid-19. 

As cenas que marcaram os noticiários nos últimos anos, de hospitais lotados, leitos na ocupação máxima, o choro pela perda de um ente querido, felizmente têm aparecido cada vez menos nas telas. No lugar delas, é possível ver pessoas voltando à normalidade, deixando as máscaras de lado, voltando a se encontrar em eventos. 














|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:


  

O cenário mudou também para os médicos. Agora, eles conseguem respirar aliviados. Para o cirurgião vascular Leonardo Lessa, presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), com o arrefecimento da pandemia e os números de casos e mortes em queda, aliado à evolução da vacinação, o pior já ficou para trás.

“O dia a dia dentro dos hospitais está normalizando, as cirurgias eletivas voltaram. A nossa vida voltou ao normal. A covid-19 está sendo tratada como uma doença endêmica”, afirmou.

A pandemia, apesar das perdas, trouxe conhecimento para a medicina. Uma das mais importantes, de acordo com os médicos, foi a telemedicina. “A maior conquista foi a telemedicina, com a possibilidade de quebrar as barreiras e democratizar o atendimento médico”, afirmou a psiquiatra, médica do trabalho e diretora da Ames Letícia Mameri.

O enfrentamento à covid-19 e a urgência em saúde abriram os olhos para algumas áreas que antes não eram vistas como prioridade, como a estrutura dos serviços de atendimento e a valorização do médico.

“Com a pandemia, percebemos que, mais do que nunca, é preciso melhorar as estruturas de atendimento básico, urgência e emergência. Também vimos que a população precisa entender melhor como utilizar os serviços de saúde. Além disso, entendemos que é fundamental valorizar o profissional da saúde, com o retorno financeiro justo e adequado”, afirmou o neurocirurgião e vice-presidente da Ames Sérgio Ottoni.

Muitos tratamentos foram adiados, cirurgias eletivas foram remarcadas. Mas agora a perspectiva é de volta ao normal. 

“É necessário compreender que nenhuma outra doença tirou férias durante a pandemia. Agora podemos retornar a normalidade e fazer os tratamentos no tempo certo. Saímos mais fortes”, afirmou o cirurgião vascular Ronaldo Conforti, diretor da Ames.

Novas lições  foram aprendidas














|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:


  

Como para toda a sociedade, a pandemia colocou a vida para os médicos em uma perspectiva diferente e novas lições foram aprendidas. 

“Aprendemos a valorizar família e amigos, a cuidar da saúde mental, a ter maior atenção com a higiene pessoal e a entender como a adaptação, seja no trabalho ou no contato social, é importante”, destacou o neurocirurgião Sergio Ottoni, vice-presidente da Ames.  

Além disso, a preocupação com a saúde tornou-se uma constante, não somente em relação ao vírus, mas também sobre as condições físicas.

Pessoas com comorbidades são mais vulneráveis a desenvolver quadros graves da covid-19, e nunca se falou tanto sobre a importância de prevenir e cuidar de quadros como diabetes, hipertensão e obesidade. 

“A medicina foi lançada na vitrine, as pessoas nunca pensaram em saúde como agora. Colocou-se em pauta o bem-estar, a forma física, o controle de doenças crônicas. E o que fez diferença foi isso, uma vez que as pessoas que cuidavam melhor da saúde conseguiram atravessar melhor a pandemia”, afirmou o cirurgião vascular e presidente da Ames Leonardo Lessa.

Preparados para outras pandemias














|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:


  

Com o mundo globalizado, praticamente sem fronteiras, e ao mesmo tempo empobrecido pela desvalorização de moedas, guerras, superpopulações e deficiências nas estruturas sanitárias ao redor do globo, o não surgimento de uma nova pandemia não é garantido. 

A covid-19 foi a primeira pandemia do século XXI e certamente não será a última. A questão é: estamos preparados para enfrentar outro cenário como esse?

Para os médicos, a resposta é sim. Não há como prever quando e como será a próxima pandemia, mas o fato é que o enfrentamento à covid-19 ajudou a preparar a medicina para novos desafios. 

“É esperado que tenhamos pandemias em períodos mais curtos. A comunidade médica vai ser sempre surpreendida por uma nova pandemia, os desafios sempre serão grandes, porque os médicos são seres humanos que sentem medo. Porém, quando passamos por episódios assim, acumulamos aprendizados. Um deles é a velocidade de reação, que esperamos que seja maior e melhor do que foi com o coronavírus”, afirmou a psiquiatra, médica do trabalho e diretora da Ames Letícia Mameri.

De acordo com dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), 893 médicos em todo o país perderam a vida no combate à pandemia em 2020 e 2021. No Espírito Santo, 35 morreram em decorrência da doença. Mesmo com as dores de perder colegas queridos, o sentimento é de esperança e um futuro melhor para a medicina.  

Embora os trabalhadores de saúde tenham se sacrificado e enfrentado a covid-19 às custas de sua própria saúde e eventualmente de suas vidas, aprendemos que somos capazes de enfrentar qualquer coisa. Saímos mais fortes” disse o cirurgião vascular e diretor da Ames Ronaldo Conforti.

Mais Lidas

Ver tudo ›