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PESQUISA CAPIXABA

Estudo mostra que Coronavac é segura para grupo de 3 a 17 anos

Projeto Curumin foi realizado por pesquisadores do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam)

Estudo mostra que Coronavac é segura para grupo de 3 a 17 anos
- Cidades Teste mostra que vacina em crianças não tem efeitos colaterais graves ou Teste feito com 1000 voluntários no Estado não mostrou efeitos colaterais graves Na foto a mãe Alexandra Sangiorgio, 43 anos, com o filho Lucca, 5 anos. Enseada do Suá, Vitória - ES. Foto: Lucas Sandonato

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Uma pesquisa realizada por pesquisadores do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam),  chamada de Projeto Curumim, mostrou que a vacina Coronavac é segura para crianças e adolescentes, conforme dados preliminares divulgados. 

Das cerca de 1.000 pessoas de 3 a 17 anos que participaram do estudo, nenhuma apresentou eventos adversos graves, isto é, quando o indivíduo precisa de internação. Foram registrados somente efeitos leves, como desconforto no local da aplicação e dor de cabeça.  

O objetivo com a pesquisa é verificar a eficácia e a segurança da Coronavac em crianças e adolescentes e comparar com o imunizante da Pfizer. A teoria dos pesquisadores é de que o imunizante do Butantan traz menos efeitos colaterais.  

Coordenadora do Projeto Curumim do Hucam, a médica especialista em Imunologia e Reumatologia Valéria Valim destacou que os participantes são acompanhados durante toda a pesquisa.  

A médica pontuou que existem somente cinco estudos no mundo sobre os efeitos da vacina contra a covid-19 em crianças, e que este é o primeiro realizado no Brasil.  

“Esse estudo tem a importância de contribuir não só para estudar a eficácia (do imunizante), mas também para compreender os mecanismos de funcionamento da vacina, a duração dessa resposta e a comparação entre as duas vacinas (Coronavac e Pfizer), já que ambas estão disponíveis no Brasil”.

 Outro intuito da pesquisa é contribuir para que haja o registro definitivo da Coronavac no País, já que o  registro atual é temporário. Os resultados finais do estudo ainda não têm data para serem divulgados. Mas, em cerca de 90 dias, mais resultados serão informados.

Para a infectologista Rubia Miossi, é fundamental que as vacinas tenham pouco ou nenhum efeito adverso. “Qualquer projeto que coloque mais opções de vacinas para população, para evitar covid grave e ajudar no controle da pandemia é muito bem-vindo”.

Já tomou duas doses

 













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Um dos voluntários do Projeto Curumim é o pequeno Lucca Sangiorgio de Sousa, de 5 anos. Ele já recebeu as duas doses da vacina contra a covid-19 e não teve reação à vacina em nenhuma delas.

“Além de contribuirmos com a pesquisa, que vai beneficiar outras pessoas, me interessei pelo projeto devido ao  acompanhamento que ele proporciona à ação da vacina no organismo do meu filho”, disse a mãe, a administradora Alexandra Sangiorgio de Souza, 43 anos.

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