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Coronavírus

Previsão de queda de 76% em mortes por covid

Estimativa é de que total de mortes por covid seja 4 vezes menor do que o registrado em fevereiro, quando 577 pacientes morreram no Estado

Previsão de queda de 76% em mortes por covid
- Taxas de ocupação de leitos de UTI e enfermaria também estão reduzindo

Última atualização

O combate à pandemia segue em avanço e pode ser visualizado em números. A previsão é de que o número de mortes neste mês tenha uma queda de 76% em relação ao total registrado em fevereiro, segundo o diretor de Integração do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Pablo Lira. 

No último mês, houve 577 mortes pela covid-19, e a previsão é de que o total de março seja de cerca de 140, número cerca de quatro vezes menos. Até a sexta-feira (25), 119 óbitos foram registrados neste mês.  

Outro dado é que a média móvel de mortes pela doença (média de mortes diárias, considerando os últimos 14 dias) atingiu ontem o menor número desde o início da pandemia, com três óbitos. 

Em outros momentos da pandemia, essa média já chegou a alcançar 77 mortes, como em 13 de abril de 2021. A média móvel é calculada somando todas mortes nos últimos 14 dias e dividindo o valor por 14.

  “Outro indicador que comprova que estamos com controle da pandemia no Estado é a taxa de ocupação de leitos,  que chegou ao  menor patamar desde o início da pandemia, para leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e  enfermaria, de forma combinada”, destacou Pablo Lira.

“Até quinta, estávamos com 65 leitos de UTI ocupados e 24 leitos de enfermaria ocupados, o menor registro desde o início da pandemia”, completou o pesquisador.

Com relação à taxa de transmissão, o dado mais recente do IJSN, referente à semana do dia 4 deste mês, mostra que ela atingiu 0,8.  Isso significa que, para cada 10 pessoas infectadas, há a possível infecção de outras oito pessoas.

No dado anterior, de 25 de fevereiro, essa taxa foi de 0,36. Apesar do aumento, Pablo destacou que está dentro do previsto e é decorrente das variações estatísticas de números de casos e mortes. 

 “Os números de óbitos e casos ativos estão baixos, em comparação a outros períodos da pandemia, e a taxa de transmissão utiliza esses dois indicadores para o seu cálculo. Então, variações estatísticas no número de óbitos e de casos ativos podem fazer essas flutuações acontecerem”, explicou.

Ele acrescentou que, considerando que as mortes pela doença continuam caindo, a previsão é de que a próxima taxa de transmissão divulgada diminua novamente.

“Podemos prever que  essa taxa de transmissão provavelmente volte a cair. Ela tende a cair para próximo de 0,3 ou 0,4, como vimos na última semana de fevereiro”, disse Pablo.

 













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