Dos 1.065.243 casos de covid-19 reportados à Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), pelo menos 137.687 deles foram de reinfecção após 60 dias.
“Há relatos de reinfecções com 45, 60 dias. As novas subvariantes, como a BA.4 e BA.5 vêm se tornando predominantes no Brasil. Nós suspeitamos que elas, inclusive, sejam as responsáveis pela nova onda da doença no Estado”, conta o secretário de Saúde, Nésio Fernandes.
Uma das causas para essa onda de reinfecções em um curto período de tempo é explicada, segundo a epidemiologista Ethel Maciel, pela variante Ômicron.
“Ela tem uma capacidade maior de reinfecção por suas subvariantes. É muito transmissível, por isso é importante que estejamos com a dose correta para nossa faixa etária”, disse.
A pesquisa feita pelo órgão, que considerou os registros feitos desde o início da pandemia até maio deste ano, revelou também dados sobre internação e morte para não vacinados.
Entre os pacientes adultos de 18 a 59 anos que não tomaram nenhuma dose (17,12), a taxa de internação foi de 12,77 vezes maior se comparado aos adultos que tomaram três doses (1,34).
No público idoso, a taxa de internação comparada entre idosos vacinados com primeiro reforço(14,56) foi 2,48 vezes maior se comparado aos idosos com segundo reforço (5,85).
Já os casos de óbitos, 85% das pessoas que morreram tomaram a última dose no ano passado e estavam com o esquema vacinal atrasado.
“Quase 30% das pessoas que morreram não eram idosos. Ontem nós tivemos duas mortes, sendo que uma delas era de um jovem de 27 anos que não havia se vacinado”, disse o secretário.
“Muito se repetiu sobre a eficácia das vacinas. Os dados que nós divulgamos estão apontando que as pessoas vacinadas com duas doses possuem uma taxa de mortalidade pela covid-19 que é impressionantemente baixa”, completou.
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Segunda vez
A universitária Caroline Pedrini, 29, foi uma das pessoas que testou positivo para a covid pela segunda vez. Ela conta que já teve a doença há alguns meses e os sintomas foram parecidos, mesmo com a vacinação em dia. Por isso, fez o teste novamente.
“Da última vez não tive tosse, mas muita dor de cabeça. Desta vez, a dor de garganta foi a pior. Como estou vacinada, os sintomas têm sido semelhantes ao de uma gripe mesmo”, disse.