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Não importa qual produto ou serviço o empreendedor venda atualmente, a criatividade é sempre muito importante na hora de agradar e deixar a marca no coração dos clientes.
E foi por meio da criatividade que empreendedores decidiram adaptar um popular veículo, a Kombi, para fazer dinheiro e atrair cada vez mais clientes fiéis, com produtos novos, caseiros ou não.
Se por um lado os famosos food trucks já fazem sucesso vendendo comidas variadas, outros se arriscaram em novos tipos de produtos.
Um dos exemplos é a Kombi da Juliana Cotta. Trabalhando como consultora para uma construtora, ela decidiu apostar no seu talento de criar drinques. No ano passado, decidiu comprar uma Kombi e adaptou. Personalizou o veículo por completo, com a identidade de girassol, e criou a Girassol Drinks.
“Sou louca por drinques e sempre fiz em casa. Comprei a Kombi, mandei reformar. Tudo foi inventado por mim, inclusive os menus. Invento os drinques em casa e, se ficarem bons, acrescento no menu”, contou Juliana.
Ela revela que atualmente não fica nas ruas, mas atua em eventos como aniversários, casamentos e feiras. “Penso em expandir o negócio e criar franquias”, completou.
Juliana investiu, além da adaptação da Kombi, em um token de internet móvel, para ter acesso à rede em qualquer lugar que o veículo for, e em uma TV, que fica no parte de cima da Kombi quando ela é aberta, assim consegue colocar música enquanto serve.
Para poder atuar nas ruas da Grande Vitória vendendo em veículos, no entanto, é preciso de permissão da prefeitura.
Em Cariacica, a prefeitura exige uma solicitação no setor de Protocolo. É necessária a apresentação de um documento de identidade com foto, modelo do veículo, tipo de produto que será vendido e definir um ponto fixo ou móvel de venda. Nenhum valor é cobrado antes da autorização.
Em Vila Velha, é necessário apresentar o documento do veículo, CPF, comprovante de residência, CNH, foto 3×4 e certidão negativa municipal.
O valor a ser pago varia, sendo que para licença até cinco metros quadrados custa R$ 331. Para 10 metros quadrados, são R$ 473 por ano. As prefeituras de Vitória e Serra não responderam até o fechamento desta edição.
Carro vira expositor de roupas
Para a empreendedora Thielli Aguiar não tem tempo ruim. Vendendo roupa há três anos em seu carro, ela agora conseguiu abrir sua primeira loja física usando o dinheiro das vendas sobre rodas.
“Dependendo do dia consigo fazer até R$ 800 no crediário por dia. No início foi muito difícil, mas hoje tenho mais um carro vendendo roupas e quero abrir mais lojas”, destacou Thielli, que atua por Vila Velha.
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Chinelos variados
O empreendedor Alexandre Berardinelli tem outro emprego, mas passa boa parte do dia se dedicando às vendas na sua Kombi personalizada. Ele vende chinelos dos mais variados tipos.
“Tem me dado um retorno bom. Rodo por Vitória e Vila Velha. O comércio de rua é movimentado e a Kombi personalizada atrai as pessoas”, ressaltou.
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SAIBA MAIS
Como começar
Para ter o próprio negócio sobre rodas, o primeiro passo é a escolha do veículo, que deve ser feita de acordo com o negócio que o empreendedor deseja abrir.
Depois de comprar o veículo, é preciso fazer a adaptação no interior. Pode ser necessário fazer novos locais de aberturas, incluir gavetas e armários, além de local para gás de cozinha, se for o caso.
O investimento, contando com a compra do veículo mais a adaptação e personalização, é variável, partindo de R$ 60 mil.
Legalização
Para ter o direito de comercializar produtos dentro de veículos nas ruas, as prefeituras exigem algumas documentações.
Vila Velha: é necessário apresentar documento do veículo, CPF, comprovante de residência, CNH, foto 3×4 e certidão negativa municipal. As licenças custam a partir de R$ 331 anuais para até cinco metros quadrados.
Cariacica: fazer uma solicitação na prefeitura e pedir autorização para funcionamento. É necessário que apresente um documento de identidade com foto, modelo do veículo, tipo de produto que será vendido e definir um ponto fixo ou móvel. Não é necessário pagar licença antes da autorização da prefeitura.
Fontes: Prefeituras citadas.
Análise
“Possibilidade de participar de feiras e eventos”, por Ubirajara Nascimento – Analista de Inovação e Mercado do Sebrae
“É importante que observem a legislação da Vigilância Sanitária sobre a comprar, transporte, conservação e preparação dos alimentos e bebidas.
Além disso, é preciso também dos alvarás e da formalização do veículo nas prefeituras. Esse tipo de empreendimento requer muito cuidado também com os colaboradores, que devem sempre estar usando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
O empresário que já tem hoje um bar físico pode usar esse tipo de empreendimento para medir o potencial daquele mercado. Se ele tem loja na Praia do Canto e quer mudar de lugar, pode colocar um veículo na região que quer abrir uma filial, por exemplo.
Além disso, dá a possibilidade de participar em feiras e eventos. É modelo de negócio mais barato e pode dar um retorno significativo.
Tem de pensar também na logomarca, valorizar as embalagens, reforçar a marca e o atendimento, que é essencial para fidelizar o cliente”.