- Vitória, ES 30°C

Vitória 30°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
MW

Leão

Faculdades e cursos técnicos que priorizam educação, experiência e inteligência emocional saem na frente na hora de formar bons profissionais

Leão
-

Última atualização

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

“Lembre-se que as pessoas podem tirar tudo de você, menos o seu conhecimento”. A frase de Albert Einstein dá uma dimensão da importância da educação. O ensino de qualidade abre as portas para o mercado de trabalho. Mas, no que ele  consiste? Como abre portas?

Especialistas em educação e carreira explicam que o ensino de qualidade  envolve, por exemplo,  apoio da família, alimentação adequada, escola com profissionais bem preparados, estrutura, acompanhamento individual e suporte emocional.

Nesse processo, o professor tem o papel de instigar o aluno na busca pelo conhecimento, conforme a  pedagoga  e mestre em Educação e Tecnologia pela Escola Normal Superior de Paris, na França, Juliana de Leão Brasil.   

“A formação do professor tem que estar por dentro de estratégias metodológicas de acordo com o seu público. Ele precisa trazer para os estudantes informações que tenham um significado real na vida deles”, avaliou.

Segundo ela,  o ensino de qualidade  abre portas para o mercado quando tem  um significado para o aluno  e está relacionado às habilidades emocionais e relacionais dele.   

Mestre em Psicologia Organizacional do Trabalho pela Universidade de Brasília (UNB), Viviane da Mata acrescentou que o estudante precisa ter oportunidade de colocar em prática aquilo que ele aprende em sala de aula, seja no curso técnico ou na faculdade.  

“A parceria entre  universidade, cursos técnicos e  empresas privadas é importante para que os estudantes consigam  aplicar o conhecimento nas empresas”, observa.

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: true
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

A geração que já está no mercado de trabalho não foi ensinada sobre como lidar com as próprias emoções. “Boa parte das empresas hoje contrata mais pelo coeficiente emocional do que pelo intelectual.  O estudante precisa ser preparado do ponto de vista técnico,  mas também do ponto de vista emocional e relacional”.

Estudar em uma escola de renome também valoriza o currículo,  segundo a psicóloga Gisélia Freitas, mestre em Administração com MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas. “Quando há candidatos com qualificações semelhantes e a empresa tem dúvida de quem contratar, quem estudou em uma instituição de renome sai na frente”.

Profissões promissoras no Estado

Uma série de profissões são promissoras para quem está prestes a entrar no mercado de trabalho. Principalmente na área de Tecnologia da Informação. 

O Metaverso, por exemplo, é um universo virtual que está sendo construído de forma colaborativa,   tem semelhanças com o mundo real e está demandando muitos profissionais dessa área. 

Especialista em pessoas e carreira, Gisélia Freitas explicou que na área de tecnologia no Brasil haverá um déficit 320 mil profissionais até 2025. 

“A quantidade de profissionais formados hoje representa um terço do que vai ser necessário em 2025”, esclareceu. Ela explicou que, para atuar no metaverso, faltam advogados, corretores e arquitetos, por exemplo.

“Esses profissionais têm que ter especialização em novas tecnologias no mundo virtual”, explicou. 

Segundo ela, estima-se que em seis anos a maioria das reuniões aconteça no metaverso. 

Além disso, ela esclareceu que faltam profissionais na área e que eles têm o poder de negociação. “Os programadores querem salário acima de R$ 10 mil e trabalhar de casa. Menos que isso eles não aceitam”, explicou. 

A pandemia acelerou uma série de mudanças no mercado de trabalho e evidenciou setores como fiscal tributário e contábil. Na crise, as empresas buscam os profissionais que ajudam na tomada de decisões sobre onde cortar verba, onde investir e  o que fazer. “São profissões antigas e que evidenciaram sua relevância”, diz Gisélia.

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen: false
Fullscreen Exit: false
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

SAIBA MAIS
Educação de qualidade

– O ensino de qualidade não é responsabilidade apenas das instituições. Ele  envolve o apoio da família, alimentação adequada, escola com profissionais bem preparados, estrutura e acompanhamento individual. 

O que o mercado quer

– Nem um super-herói consegue desenvolver todas as habilidades que o mercado de trabalho exige. Contudo, é importante buscar desenvolvimento constante, para ser o melhor profissional possível.

Habilidade comportamental

– Flexibilidade, adaptabilidade, pensamento crítico, negociação, autogestão, saber dar feedback, aprender a lidar com os próprios erros, inspirar e engajar são algumas das habilidades que o mercado pede.   Entre as mais solicitadas também está a inteligência emocional. Mas, afinal, no que ela consiste?

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: true
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Inteligência emocional 

Ela é formada por quatro pilares:

– Autoconhecimento (o que eu vejo em mim?): consiste no conhecimento sobre si próprio. 

– Autogestão  (o que eu faço ): como a pessoa lida com as suas emoções.

– Empatia (o que eu vejo no outro): habilidade de se colocar no lugar do outro. 

– Gerenciamento de relacionamento (o que eu faço com o outro): envolve inteligência social e relacional.

A inteligência emocional é uma habilidade que pode ser desenvolvida, assim como tantas outras.

Habilidades técnicas 

São habilidades desenvolvidas a partir do curso de formação na área em que deseja atuar.

Comunicação

Especialistas apontam que a comunicação é essencial para que um profissional consiga uma boa colocação no mercado de trabalho. Isso porque não adianta ter diversas habilidades desenvolvidas e não conseguir falar sobre elas em uma entrevista de emprego, por exemplo. 

Fonte: Especialista citados na reportagem e pesquisa AT. 

Orientação de carreira
Ajuda no sucesso profissional

A  mestre em psicologia organizacional do trabalho pela Universidade de Brasília (UNB), Viviane da Mata, explicou: “Teste vocacional não é mais um termo utilizado hoje. O que é vocação? Se o processo de formação de identidade se completa aos 24 anos, como que aos 16 um adolescente vai saber qual é sua vocação?”.

Ela esclareceu que o teste vocacional mede raciocínio verbal, lógico, abstrato, de inteligência. “Escolher uma profissão com base nesses elementos é um pensamento de mercado de 20 ou 30 anos atrás”. Ela explicou que ele deve sim ser utilizado para a escolha da profissão, mas como uma das ferramentas. 

“São importantes principalmente as abordagens que focam menos nas habilidades e mais nos interesses pessoais e nas características de personalidade”.. Se a carreira não tiver relação com as motivações e tendências de personalidade do estudante, ele não vai estar feliz, segundo ela.

 








Se a carreira não tiver relação com motivação e personalidade do estudante, certamente ele não vai estar feliz, dizem especialistas







|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:


Viviane explicou que esse processo mais amplo se chama orientação profissional e envolve entrevista, teste de personalidade, dinâmica, jogos, toste de habilidade, entrevista com a família para avaliar a dinâmica sistêmica. “A orientação profissional rica, envolve diversas ferramentas”. 

Especialistas destacaram que ainda há muitas famílias que se sentem no direito de escolher a profissão dos filhos, o que é um passo rumo à infelicidade. Ás vezes, o próprio jovem se baseia na escolha dos outros para tomar sua decisão, se esquecendo que cada ser humano é único. 

“O jovem tem pouca experiência e maturidade. Por isso que muitos vão de acordo com o que a família ou os amigos querem. Mas essa decisão tem que ser dele, com base no seu autoconhecimento”, explicou a especialista em pessoas e carreias Gisélia Freitas.

 Ela pontuou  que quem não tem condições de contratar um profissional para fazer uma consultoria de carreira pode, por conta própria, buscar mais informações sobre as profissões de interesse. 

“Buscar no mercado  alguém que já atue na área para entender como é a prática da profissão e não ficar com uma imagem idealizada”, exemplificou.

Como lidar com a escolha dos filhos?

O trabalho é onde os profissionais passam a maior parte da vida. E a escolha da profissão muitas vezes sofre interferências. Mas, na prática,  quem escolheu é que vai  trabalhar nela todos os dias. 

Administrador com MBA em Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Humano, Sidcley Gabriel contou que muitas vezes os jovens perguntam para os pais: “O que você acha dessa profissão?”. Segundo ele, os pais devem  devolver a pergunta: “Você gosta?” ou “Vai se sentir feliz?”. 

“Os pais não podem impor aquilo que gostariam de ser e, às vezes, não foram”, diz Sidcley. Cabe a eles  ajudar na busca de ferramentas para que os filhos façam a melhor escolha. 

O mercado de trabalho está muito dinâmico. Especialistas apontam que quem está ingressando hoje, provavelmente vai ter pelo menos cinco carreiras na vida. 

 








“Os pais não podem impor aquilo que gostariam de ser e, às vezes, não foram””
Sidcley Gabriel







|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Pedagoga  e mestre em Educação pela Escola Normal Superior de Paris, na França, Juliana de Leão Brasil afirmou que ter uma boa comunicação, entender as próprias emoções,  saber lidar com as adversidades e  ser criativo e flexível são habilidades-chave. “O mercado de trabalho é muito instável e essas habilidades são fundamentais”.


ANÁLISE – Caroline Bezerra, coordenadora do curso de Psicologia da Faesa

“A comunicação efetiva é necessária”

“Independente da área de formação e atuação, a habilidade de se comunicar tem sido ponto-chave para o ingresso no mercado de trabalho. 

A comunicação efetiva é extremamente necessária a todo ser humano para garantir que ele não seja apenas ouvido, mas entendido. 

É importante não subestimar o poder desta ferramenta e utilizá-la como uma ponte de conexão entre suas ideias e o mundo a sua volta. Mais que a importância com o conteúdo do que se comunica, se faz importante adaptar a expressão desse conteúdo com as características daquele que vai receber a informação. 

No âmbito das habilidades profissionais, o mercado atual procura um profissional consciente disso para a boa utilização e aproveitamento nas relações corporativas ou, até mesmo, na vida pessoal. 

Um novo modelo de mercado de trabalho, fluido e globalizado, necessita de um profissional que transmita com sucesso ao outro as suas habilidades técnicas.

Diante disso, o aprimoramento é cada vez mais é exigido pelas empresas”.



Fique por dentro
Orientação de carreira

– A orientação de carreira é feita por um especialista contratado para essa finalidade. 

– Ele conhece o aluno e aplica diversas ferramentas que envolvem teste de habilidade, teste de personalidade, avaliação das preferências, entre tantas outras. 

– Encontrando as áreas de afinidade também é projetado  um olhar para o futuro daquele  mercado para ver se é uma profissão que tem empregabilidade e se é promissora.

– De posse de todas as informações, fica mais fácil para o estudante tomar a decisão que o acompanhará pelo resto da vida.

Várias carreiras

– Com as constantes mudanças no mercado de trabalho, os profissionais tendem a ter cada vez mais carreiras ao longo da vida.

– Especialistas apontam que a nova geração que está entrando no mercado de trabalho agora vai ter, pelo menos, cinco carreiras ao longo da vida. Isso porque as profissões estão ficando obsoletas cada vez mais rápido.

– Neste cenário, eles precisam ter habilidade de aprender constantemente, flexibilidade e  capacidade de inovação. 

Escolha

– Escolher uma profissão não é algo simples. Muitas vezes, os filhos buscam  apoio nos pais, contudo, os pais querem fazer a escolha da profissão do filho, o que tende a dar errado. 

– Especialistas apontam que, muitas vezes, os pais querem que os filhos escolham uma profissão que eles gostariam de ter tido e não alcançaram ou algo que eles julgam ser o melhor para os filhos. 

– Explicam ainda que essa decisão tem que ser do estudante, com base no próprio autoconhecimento. Dizem  que, se lá na frente o estudante entender que não foi a escolha certa, está tudo bem. É hora de repensar e fazer a transição de carreira.

Transição de carreira

– A transição de carreira acontece quando um profissional percebe que não encontra na carreira que tem o que busca e decide dar a si próprio a chance de mudar.

– Há especialistas capacitados para ajudar esses profissionais a  recomeçar. Mas esse recomeço já vem cheio de bagagem de conhecimentos e experiências que serão úteis. Nunca o recomeço será do zero. 

Felicidade

– A pandemia aproximou as pessoas da noção da brevidade da vida. E especialistas apontam que o ser humano não deve ter medo de fracassar, mas sim de não se arriscar a fazer o  que realmente faz sentido para si.

– O sucesso é relativo para cada ser humano. Para uns, é ter um bom salário, uma carreira reconhecida e aplaudida; para outros é ter qualidade de vida, por exemplo. 

– O mais importante é que, na busca do autoconhecimento, os profissionais encontrem profissões que façam sentido para si.

Fonte: Especialistas citados na reportagem.

Mais Lidas

Ver tudo ›