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Polícia

Bandidos invadem faculdade e espancam professor em Vila Velha

Os criminosos também fizeram ameaças com uma arma de fogo

Bandidos invadem faculdade e espancam professor em Vila Velha
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Última atualização

Era para ser só mais um dia de aula na agenda de um professor, de 38 anos, não fosse a péssima experiência que teve, ao ser rendido por três bandidos, um deles armado.

A vítima já estava dentro da faculdade particular onde trabalha, em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha, quando os suspeitos invadiram o local.

Além de fazer ameaças com uma arma de fogo, os criminosos ainda espancaram o professor e levaram sua mochila com todos os pertences.

O caso aconteceu na tarde de quarta-feira, após os bandidos chegarem na faculdade chamando pelo nome da vítima. 

Para o professor, os criminosos foram até o local a mando de sua ex-mulher, uma policial militar aposentada, que não aceita o término do relacionamento.

Ele conta que tinha acabado de chegar do trabalho quando ouviu alguém chamando por seu nome. 

“Eu havia andado uns vinte metros dentro da faculdade e quando ia ter acesso às escadarias, três jovens me chamaram pelo meu nome”, disse o professor, que dá aulas para os cursos da área de saúde e pediu para não ser identificado.

Na hora da abordagem, com receio devido a uma situação que ele viveu momentos antes, em outra escola que dá aula, a vítima decidiu fugir, correndo pelas escadas da faculdade. Neste momento, os criminosos foram atrás.

“Momentos antes, dois homens perguntaram por mim em uma outra escola onde eu trabalho, mostrando uma foto minha para meus alunos”, contou. 

Ao perceber que uma sala do setor administrativo estava aberta, o professor entrou no local e fechou a porta, mas os bandidos conseguiram arrombá-la.

“Tranquei a porta para me proteger e os três bandidos começaram a dar murros, pontapé e conseguiram estourá-la rapidinho”, disse. 

Ao entrar na sala, os criminosos pegaram a mochila da vítima e em seguida, quando o professor tentou recuperá-la, partiram para cima dele.

Até o cabo de um rodo que estava na sala foi usado para espancar a vítima.

O caso foi registrado na Polícia Civil, que investiga. Ninguém foi preso até o fechamento desta edição.


PROFESSOR AGREDIDO

Temendo por  sua vida, o professor universitário, de 38 anos, espancado dentro de uma faculdade particular em Vila Velha, disse que não pretende mais continuar no Espírito Santo. Ele, que é natural de Minas Gerais, falou  que está abalado com o que viveu. 

A Tribuna –  Como foi o momento da invasão da faculdade?

Professor – Eu estava chegando na faculdade. Quando eu ia ter acesso às escadarias, três jovens  me chamaram de lá de fora. Chamaram pelo meu nome.

E o que eles falaram?

Pediram para eu ir lá,  que eles queriam falar comigo. Como tinha acontecido uma situação, minutos antes, onde dois homens perguntaram por mim em uma outra escola onde eu trabalho, mostrando uma  foto minha, perguntando para os meus alunos, eu já fiquei cabreiro e saí correndo. 

E o que aconteceu depois?

Eles subiram as escadas e foram atrás de mim. Eu entrei numa sala do setor administrativo, em  uma tentativa de trancar a porta, para me proteger. Eles estouraram a porta rapidinho.

E o que você fez nesta hora?

Corri para um outro ambiente da sala, minha mochila caiu e eles falaram: “essa mochila é dele?”.   Pegaram a mochila,  saíram tomando rumo do corredor para ir para fora da faculdade. 

O que tinha na mochila?

Minha reação  foi tomar a mochila deles. Um deles ficou mais distante e os outros dois vieram para cima de mim. Um pegou um cabo de rodo e começou a me bater. Eu entrei em luta  corporal e  a gente foi para o  chão.

E depois?

O  que me agrediu com o rodo sacou uma arma e eu o soltei. Eles foram embora levando a  mochila.

Quem você acredita que pode ter feito isso? 

Eu estou passando por um processo de divórcio, inclusive,  litigioso, porque a minha ex não aceita o  divórcio. Eu sou mineiro e não tenho intrigas com ninguém aqui no  Estado. 

E o que te faz pensar que ela fez isso?

Em brigas anteriores, ela disse para eu tomar cuidado com a minha vida. Eu tenho áudios gravados.

Eu falo para ela: “Você vai me matar?” E ela diz: “não necessariamente, mas posso mandar alguém”. Além disso, no final da briga com os indivíduos, eles saíram falando que era para eu aprender a não bater mais em mulher. 

E você já a agrediu? 

Nunca. A gente teve uma briga em dezembro do ano passado, quando eu tentei tomar a chave da mão dela para abrir a porta do quarto que ela tinha trancado. E no dia 17 de agosto ela me bateu.

Como está seu psicológico depois dessa situação?

Está abalado e eu estou com aquele sentimento de revolta. Estou com medo de que façam algo comigo e por isso estou escondido.

Eu cheguei numa situação que agora eu vou pedir dispensa da escola, da faculdade e ir embora.

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