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REALIZAÇÃO PROFISSIONAL

Pesquisa revela que maioria dos recém-formados está feliz com a profissão

O estudo foi feito pela UVV, em parceria com A Tribuna. Dos entrevistados, 55,3% estão felizes e realizados no trabalho

Pesquisa revela que maioria dos recém-formados está feliz com a profissão
- Os educadores físicos Lucas Moreira de Souza, 27, e José Fellipe Fonseca Gonçalves, 31, são recém-formados e estão bem felizes com as escolhas que fizeram de curso e de carreira profissional.

Última atualização

Apesar dos sinais de recuperação, o mundo ainda sofre com as consequências, principalmente econômicas, causadas pela pandemia da covid-19.

Mas tais problemas não parecem afetar a satisfação dos jovens capixabas quanto a suas carreiras.

Um levantamento da Empresa Júnior da UVV, em parceria com o jornal A Tribuna, mostrou que a maioria dos jovens recém-formados está satisfeita com suas escolhas profissionais.

Dos entrevistados, 55,3% dos que se formaram a menos de dois anos afirmaram estarem  felizes e realizados com a escolha da profissão.

“A relação de felicidade e satisfação dos jovens com suas carreiras, hoje, mudou bastante com relação às antigas gerações. Hoje, o conceito de satisfação se altera”, observa a especialista em pessoas e carreiras Gisélia Freitas.  

A felicidade nesse contexto  pode ser entendida como o processo de desenvolvimento pleno, segundo a especialista em Ciência da Felicidade Flávia da Veiga, CEO da BeHappier. 

“É na vida adulta que somos convocados ao pleno desenvolvimento de nossas potencialidades, e é no trabalho que passamos parte considerável do tempo nessa fase da vida. Razão pela qual a felicidade no trabalho é fator essencial para uma vida mais feliz”.

Para a especialista em gestão de pessoas Rosana Marques, da Croma Recursos Humanos, a felicidade e a satisfação desses jovens recém-formados estão ligadas ao fato de que o trabalho que exercem está em sintonia com aquilo que eles se propuseram  a trabalhar. 

“É importante ter  sintonia com o que ele de fato quer para sua vida. Algo que tenha sinergia com seu propósito”.

Essa relação também é percebida pelo especialista em gestão e liderança Sandro Magaldi. Ele ressalta que  há uma evolução maior no protagonismo do jovem em escolher a carreira que ele deseja.

“Então, o que nós temos percebido claramente é que quando a carreira do indivíduo está relacionada à sua visão de mundo, aos seus desejos, aos seus valores, existe uma chance maior dele estar mais satisfeito e se engajar nessa sua formação”, destaca o especialista.

Dúvida que virou certeza

Os educadores físicos Lucas Moreira, 27, e José Fellipe Gonçalves, 31, são recém-formados e estão bem felizes com as escolhas profissionais que fizeram. 

Lucas contou que  Educação Física não foi a sua primeira opção, mas, com ajuda de amigos e família, percebeu que o hobby poderia se tornar um trabalho.

“Foi muito fácil me apaixonar pela minha profissão porque eu já amava tudo que envolvia esse meio”. 

 













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José  é outro que teve dúvidas, mas também se apaixonou pela atividade física.

“Faço o que gosto e isso é muito importante para mim. Receber o feedback das pessoas quanto à melhoria na saúde de outros aspectos para mim é muito recompensador”, contou.

Sonho de infância 

A médica Júlia Caldeira, 26,  realizou um sonho de infância quando se formou em Medicina em 2021 e diz que não teria como ficar mais realizada com sua trajetória profissional.

A jovem agora é residente de clínica  médica em um hospital da Grande Vitória e faz plantões na rede pública. 

 













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“Estou feliz demais! A medicina é uma área onde não falta  emprego, apesar de muitas vezes ter sobrecarga e falta de recursos. Sou  muito grata e feliz com o meu trabalho, era o que queria fazer desde  pequena”.


A PESQUISA

Recém-formados

>>> 55,3%  estão felizes e realizados com a  profissão escolhida. 

>>> 67% se formou nos últimos dois anos

>>> 55,3% se sente preparado para a vida profissional

I. O curso que você acaba de se formar sempre foi sua primeira opção?

– 62,2%    SIM.

– 37,8%    NÃO.

II. Como escolheu a carreira que se formou?

– 52,4% Pesquisei e observei a tendência  de mercado.

– 26,4% Dentre as opções de tendência de mercado, escolhi a que tinha mais a ver com minha vocação.

– 21,1% Escolhi pela minha vocação.

III. Estagiou durante o curso?

– 31,3% Sim, só a carga horária exigida no curso.

– 26,8% Sim, desde o começo do curso.

– 23,6% Não, tive que trabalhar em outra área.

– 18,3% Não, dei prioridade para estudar exclusivamente. 

IV. Está trabalhando?

– 28,5% Trabalhando por conta própria.

– 25,6%  Não estou.

– 21,5%  Com carteira assinada na área.

– 16,3%  Com carteira assinada em outra área.

– 8,1 % Como microempresário / empresário.

V. O que você espera da sua carreira?

– 24,4%  Agradar minha família.

– 23,6%  Ter emprego garantido.

– 18,3% Ter bom salário, viver bem.

– 15,4% Ajudar as pessoas.

– 10,2% Ser uma autoridade na minha área.

– 8,1% Ser feliz seguindo minha vocação.

VI. Quem já se formou há mais de dois anos

– 83,5% Acreditam que a faculdade preparou para o mercado de trabalho.

– 74,4% Alcançaram os objetivos profissionais após a graduação.

 VII. Se atualizou depois da graduação?

– 29,8% Sim, fiz pós-graduação. (especialização, mestrado, doutorado…).

– 28,9%  Sim, fiz cursos livres de atualização.

– 28,9% Não, não tive necessidade.

– 12,4% Não, não tive tempo.

METODOLOGIA

Pesquisa elaborada em parceria  com a Empresa Júnior da  UVV, de 8 a 16  de setembro pela internet, com 367 pessoas, sendo 67% recém-formados e 33% de pessoas já formadas há mais de 2 anos.

Ao todo, foram 56,1% de pessoas entre 21 e 30 anos; 31,6% entre 31 e 40 anos; e 12,3% acima de 40 anos.

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