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INVASÃO A ESCOLAS

Polícia investiga grupos de jovens que tramam ataques em escolas

Trocas de mensagens sobre massacres estão sendo monitoradas. Adolescente que matou aluna na Bahia tinha ligação com capixaba

Polícia investiga grupos de jovens que tramam ataques em escolas
- Adolescente de 14 anos (de máscara e faca) que matou aluna na Bahia contou para a polícia que admirava o jovem capixaba (na foto maior, de cabelos compridos) que invadiu uma escola pública de Vitória

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Dia 19 de agosto: preparado para um massacre, o jovem Henrique Lira Trad, de 18 anos, invadiu uma escola em Jardim da Penha, Vitória. Última segunda-feira: uma estudante de 19 anos, cadeirante, foi morta com golpes de facão por um colega adolescente, de 14 anos, em Barreiras, na Bahia.

Mas, afinal, o que esses dois ataques têm em comum?  É justamente isso que a polícia apura, investigando, inclusive,  grupos de jovens que tramam ataques em escolas, principalmente nas redes sociais. 

As primeiras investigações apontam que os dois jovens começaram a manter contato  semanas antes do ataque na escola Éber Louza da Zippinotti, em Jardim da Penha.

À reportagem de A Tribuna, o coordenador regional da Polícia Civil da Bahia, delegado Rivaldo Luz,  disse que o adolescente de 14 anos – que matou a cadeirante e foi baleado –, admirava o jovem capixaba como se ele fosse uma espécie de guru, um orientador.  

O adolescente demostrava isso em suas declarações nas redes sociais, na maioria das vezes se referindo a ele com apelidos. “Ele o admirava muito, por ser mais velho, dizia que escrevia bem”.

O delegado pontuou que por enquanto a polícia só identificou a relação da Bahia com o jovem do Estado, mas as investigações seguem para saber se há outros jovens tramando ataques em escolas. 

“Estamos instaurando outro inquérito para investigar essa ligação entre os dois. O fato é que eles têm uma relação, se falavam por alguns momentos, inclusive o adolescente relata pontualmente informações do fato que iria acontecer em Vitória. Ele citou situações daí, inclusive lamentou não ter morrido alguém, porque a morte, na opinião dele, seria a glória final”. 

No Estado, a Divisão de Homicídio e Proteção à Mulher confirmou que o adolescente apreendido na Bahia mantinha contato com o jovem preso após invadir uma escola em Jardim da Penha. 

“Vamos começar uma investigação profunda com colegas de outros estados. Por enquanto, só tem a relação da Bahia e o Espírito Santo”, finalizou o delegado, dizendo que não descarta ouvir o capixaba, pelas plataformas digitais.

Alunos ainda têm medo

Mais de um mês após a invasão na escola Éber Louza da Zippinotti, em Jardim da Penha, alguns estudantes da unidade ainda convivem com o medo. 

Pais de alunos, que preferiram não se identificar, relataram que os filhos receberam visitas de psicólogo após o ataque.

“Não voltaram mais. Há crianças ainda com medo de ir à escola, principalmente nas sextas-feiras. Na última sexta, por exemplo, teve jogo do Brasil e soltaram fogos. Nas salas, muitos se assustaram e até choraram”, contou uma mãe.  

A Secretaria de Educação de Vitória informou que tem acompanhado  as atividades na Emef Éber Louzada Zippinotti e, juntamente com a Secretaria de Saúde, elaborou um plano de acolhimento para estudantes e profissionais, ofertando atendimento multidisciplinar.

A Secretaria ressaltou que uma equipe multiprofissional atuou na escola na primeira semana de retorno das aulas. Casos que requeiram acompanhamento são referenciados para serviços de saúde.

Entenda o caso

Ataque em Vitória 

 













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– Henrique Lira Trad, de 18 anos, invadiu uma escola em Jardim da Penha, em Vitória, no dia 19 de agosto. 

– Nas mãos e pelo corpo, ele carregava três arcos e flechas, munições, coquetéis molotov e seis facas. 

– Ele pulou o muro da escola, causando pânico e correria. O acusado chegou a entrar em uma das salas de aula e atirar flechas contra alunos e professor, sem êxito. Uma criança, de 10 anos, teve o rosto arranhado. 

– O jovem foi imobilizado por um dos professores da escola e por outros funcionários. Em seguida, a Polícia Militar chegou e ajudou a contê-lo.

Plano para matar

– Aos policiais militares, o ex-aluno da escola contou que o plano era matar seis ou sete pessoas.

Transferência

Ele  permanece preso. No último dia 21 deixou a triagem e foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Guarapari.

Ataque na Bahia

– Usando a arma do pai, que é subtenente aposentado no Distrito Federal, um adolescente de 14 anos promoveu um ataque armado no Colégio Municipal Eurides Sant’Anna, em Barreiras, no oeste da Bahia. 

– Ele matou a colega, a  estudante Geane Brito, 19 anos, que era cadeirante, com golpes de facão. 

Sem alvo fixo

– As investigações apontam que Geane não era alvo principal do adolescente, já que ele  já entrou atirando e tentou acertar o maior número de pessoas. Em algum momento, a arma (revólver) falhou.

– A ação terminou com o estudante baleado e apreendido pela polícia. 

Perfil apagado

– O perfil em que ele propagava ódio foi suspenso pelo Twitter na última segunda e o conteúdo, apagado.

 













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