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ELEIÇÕES 2022

Eleitor pode sofrer revista da polícia

Em caso de suspeita de celular na cabine, pode haver ação das autoridades. Utilização de detectores de metal é uma possibilidade

Eleitor pode sofrer revista da polícia
- Marcelo Nunes acredita que as previsões legais para o caso de desrespeito às normas permitirá tranquilidade

Última atualização

Eleitores poderão ser revistados por autoridades policiais  nas zonas eleitorais caso haja suspeita de tentativa de uso de celulares dentro da cabine de votação.

A decisão é do Tribunal Superior Eleitoral, que aprovou, por unanimidade, alterações na Resolução nº 23.669 para incluir o trecho que disciplina a entrega de celulares aos mesários e a proibição de porte de armas nos locais de votação. 

Segundo o artigo 116 B da resolução, nas seções eleitorais onde houver necessidade, a pedido da juíza ou do juiz eleitoral, poderão ser utilizados os detectores portáteis de metal para impedir o uso de equipamentos eletrônicos na cabine de votação.

Os custos operacionais para as medidas correrão por conta dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). Procurado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) informou que  só vai se manifestar sobre o assunto após a publicação das alterações na resolução 23.669 – referentes à questão do uso de celulares – no Diário da Justiça Eleitoral pelo TSE, o que ainda não aconteceu.

Advogados especialistas em Direito Eleitoral avaliam que, apesar da polarização política presente neste ano eleitoral, o reforço policial nos locais de votação deve resultar em um clima de tranquilidade no dia da votação. 

 













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Para o advogado Marcelo Nunes, a previsão legal para que mesários acionem o policiamento em caso de indícios de irregularidades fará o dia ser de poucos conflitos. 

“A gente pode até ter alguns casos pontuais de conflitos, mas será contornado sem muita dificuldade. O mesário pode chamar um policial que vai retirar a pessoa do local, e essa pessoa poderá ser até  presa”. 

 O advogado Adriano Sant’Ana Pedra concorda que as situações de conflito deverão ser pontuais. E diz que, se um mesário tentar furtar um celular, responderá por furto qualificado. 

“Ele está exercendo uma função pública de confiança. Se ele comete o crime de furto nesse contexto, sua pena aumenta. Mas eu vejo isso como uma coisa pontual, assim como a possibilidade de alguém tentar causar uma cena inventando que teve o celular roubado. Pode acontecer? Pode, mas vai ser raro”.

Análise

“Parece contradição você poder utilizar o celular para apresentar título de eleitor digital, mas não poder estar com o celular na cabine de votação. Mas não é, porque a pessoa pode levar o celular, mas deve deixá-lo com os mesários na hora de votar. 

Os mesários têm poder de polícia, ou seja, caso alguém tente burlar a regra, levando dois celulares, por exemplo, o mesário poderá dar voz de prisão ao eleitor e chamar uma autoridade militar, que encaminhará este indivíduo para a delegacia.

A autoridade militar, inclusive, poderá até mesmo realizar revista para comprovar se há ou não um segundo celular escondido com o eleitor.”

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