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Tite costuma dizer que Richarlison fede a gol, e não é exagero. O camisa 9 do Brasil passou a maior parte do confronto contra a Sérvia apagado, sem finalizar, mas quando a chance apareceu, ele não perdoou, garantindo a vitória por 2 a 0.
O atacante capixaba, que após a atuação decisiva se tornou queridinho da torcida brasileira, balançou a rede duas vezes no segundo tempo e tranquilizou a estreia da Seleção na Copa do Mundo.
O repertório para as conclusões deixa claro a importância de Richarlison, que marcou o primeiro gol em rebote, e no segundo demonstrou que tem, sim, qualidade.
Dominou de costas, levantou a bola, e virou em uma espécie de voleio, para explosão da torcida no estádio Lusail. Um golaço! E sua estreia em Mundiais entrou para a história, pois ele se tornou o primeiro capixaba a marcar em Copas.
Além de Richarlison, já estiveram na Copa do Mundo os capixabas Fontana (zagueiro, em 1970), Carlos Germano (goleiro, em 1998) e Maxwell (lateral-esquerdo, em 2014).
“É um sonho de criança realizado. Fizemos uma boa partida ao meu ver, principalmente no segundo tempo, onde o adversário cansou e conseguimos tirar vantagem disso”, frisou o capixaba.
O Pombo chegou a correr o risco de ficar fora da Copa do Mundo em função de uma lesão na panturrilha esquerda quando defendia o Tottenham (Inglaterra), mas se recuperou a tempo e se preparou bem em Turim, na Itália.
Pela Seleção, o atacante tem correspondido sob o comando de Tite. É o artilheiro em 2022 com nove gols em sete jogos, cinco como titular. Na média, precisa de 30 minutos para participar de um gol.
Eleito o melhor em campo, o atacante relembrou um gol parecido de voleio que fez nos treinamentos em Doha. O lance, na ocasião, foi até comparado com gols de Bebeto, que nos anos 1990 ficou conhecido pelos gols de voleios.
“Fiz um gol parecido nos treinos na Itália. Tive a oportunidade de virar um voleio e acertar um belo chute. Vou buscar mais, quero mais. Só tenho a agradecer meus companheiros. Eu falei que só precisava de uma bola para finalizar, e essa bola chegou. Guardei duas!”.
Apelido
Richarlison se igualou na artilharia da Copa ao equatoriano Ener Valência, ao iraniano Taremi, ao espanhol Ferrán Torres, ao francês Giroud e ao inglês Saka. Cada um fez dois gols na Copa.
O Pombo – que ganhou o apelido em 2018 por fazer a coreografia da música Dança do Pombo, de MC Faísca e Perseguidores – agora sonha com voos mais altos. “Essa vitória nos deu mais confiança para buscar o título”.
Análise
“Não tem mais dúvida, Richarlison é o dono da camisa 9 do Brasil”
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“Quem tinha dúvidas de que o capixaba Richarlison poderia vestir a camisa 9 da Seleção Brasileira agora não tem mais! O atacante mostrou como um craque deve fazer em uma Copa do Mundo, onde cada jogo é uma decisão. Tem de ter faro de gol e ser decisivo. Com isso, ele conquistou a torcida brasileira na sua estreia em Mundiais.
Oportunista, Richarlison marcou os dois gols da vitória do Brasil sobre a Sérvia, com o segundo sendo um verdadeiro golaço.
E o feito fez a Seleção Brasileira dar fim a uma seca que incomodava na trajetória da Amarelinha, a de camisas 9 marcando em Copas. Eram nove jogos de seca, sendo encerrado por um capixaba na primeira rodada do Mundial de 2022.
A última vez que um camisa 9 marcou pelo Brasil em Copas foi Fred, que deixou a sua marca na vitória por 3 a 1 sobre Camarões, em Brasília, no dia 23 de junho de 2014. Agora a torcida fica por mais gols do “Pombo” no Catar”.