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Se você encontrar um grupo de torcedores brasileiros no Catar e Hela Cercut, 34 anos, estiver presente vai ser difícil não identificar a baiana de 1,82 m. Em 2014, ano em que a Copa foi sediada no Brasil, Hela viveu um dos períodos mais difíceis da sua vida. Sua mãe foi diagnosticada com um câncer em estágio avançado e a humorista prometeu que iria a todas as edições de Copa do Mundo até completar 50 anos caso a mãe, em quadro terminal, tivesse uma melhora.
Ela se recuperou, mas o câncer voltou e acabou falecendo durante a edição na Rússia. Na ocasião, a ex-advogada voltou do torneio para o velório e retornou para Europa para ver a decisão entre França e Croácia.
“Estava passando por um momento meio ruim na minha vida, decidi que eu iria tá celebrando a alegria, e a minha forma de tá superando a tristeza, celebrando alegria, seria estar nas Copas do Mundo”, contou em entrevista ao Terra durante uma reunião de torcedores brasileiros em Doha.
Cercut explicou que começa o planejamento financeiro para próxima edição assim que volta para casa. “Eu sou muito organizada, faço reservas financeiras, não dá pra decidir ir para Copa do Mundo e procurar grana para isso a seis meses do torneio. Não tem como funcionar dessa forma, sempre compro tudo com muita antecedência. Se você for fazer a conta, tem oito anos que eu não paro de juntar dinheiro nunca. E aí eu vou fazendo os investimentos corretos, vou colocando o dinheiro pra trabalhar para mim, para chegar aqui e só curtir.”
Como busca sempre caprichar no seu visual, a humorista precisa considerar no seu orçamento o valor dos looks para usar no Mundial além dos gastos com hospedagem, passagem, ingressos e alimentação. No dia que encontrou a reportagem do Terra, a baiana apostou em um visual de onça.
“Com a minha altura, eu nunca passei despercebida, então eu quis caprichar muito. Hoje eu tô inspirada na camisa do Brasil, a camisa do Brasil, é sobre a garra do brasileiro, é sobre a onça pintada, então eu dei uma caprichadinha, né?”, explicou.
Ela mantém em segredo os próximos looks, mas relevou ainda que busca sempre se inspirar em famosas como Gisele Bündchen e Sabrina Sato. “Aqui culturalmente a gente tem que cobrir os ombros, o colo e o joelho. Então decidi cobrir tudo e mais um pouco e colocar um pouquinho de calda esvoaçante e assim eu tô me sentindo superfeliz, não tá nem calor”, completou a artista que gastou, em média, R$ 400 por produção.
Com experiência de ter vivido a Copa no Brasil e na Rússia, Cercut diz que o importante é “aceitar a cultura”: “Estou sendo muito bem recepcionada. Eu já fiz passeio com árabe, que chamou eu e meus amigos para fazer um passeio pelo deserto, um passeio muito cultural, um passeio deles. A experiência está maravilhosa, eu estou sendo bem tratada, estou sendo bem respeitada e eu estou aproveitando muito.”