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Venda de medicamentos contra insônia dispara no Brasil

No dia a dia das farmácias, é notório o aumento na procura pelo medicamento zolpidem, o que preocupa os médicos

Venda de medicamentos contra insônia dispara no Brasil
- No dia a dia nas farmácias, é notório o aumento na procura pelo medicamento zolpidem.

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No dia a dia nas farmácias, é notório o aumento na procura pelo medicamento zolpidem.

Dados da  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),  com base em informações  da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED),  trazem uma escala crescente de comercialização no País, sendo que na pandemia da covid-19 houve um   aumento ainda mais expressivo. 

Em 2017, foram  comercializadas pelos fabricantes ao mercado revendedor 10.544.468 embalagens. No ano passado, o número saltou para 19.059.062. Já neste ano, somente no primeiro semestre, foram 10.599.375.

 Se comparar as vendas de 2017 até agora,  2020 foi o ano com maior comercialização: 23.359.109. 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos no Estado do Espírito Santo,   Edson Daniel Marchiori, reforça esse crescimento nas vendas. Segundo ele, de um ano para cá a procura  pelo medicamento dobrou.

Ao traçar o perfil dos pacientes que compram o remédio, ele destaca que há jovens a partir de 20 anos, mas a maior demanda é de pessoas a partir de 50 anos.

Túlio Félix, gerente da Rede Inova Droganossa, na Ilha de Santa Maria, Vitória, também confirma esse aumento na procura do medicamento, que só é vendido com prescrição médica.

venda do zolpidem 

2017:  10.544.468 embalagens vendidas

2018: 13.604.720 embalagens vendidas

2019: 18.503.978 embalagens vendidas

2020: 23.359.109 embalagens vendidas

2021: 19.059.062 embalagens vendidas

2022 (1º semestre): 10.599.375 embalagens vendidas

Fonte: Anvisa.

Relatos que viralizaram nas redes sociais

Pacote de viagens

Um dos relatos que viralizou nas redes sociais foi compartilhado pelo universitário Pedro Pereira, 21 anos. 

Diagnosticado   com transtorno de ansiedade, o jovem   toma o medicamento com o princípio ativo zolpidem nos momentos de crise, quando tem dificuldade para dormir.

Numa postagem, ele alega ter gastado R$ 9 mil ao comprar um pacote de viagens para Buenos Aires, na Argentina, durante uma alucinação relacionada ao zolpidem.

Cachorro?

A bula adverte  que o medicamento pode causar sonambulismo ou outros comportamentos incomuns. 

“Em um dos episódios, eu tomei o remédio e fui tomar banho. Na volta, me deparei com o cachorro dormindo com frio na minha cama. Muito depois  percebi que era só o lençol porque eu não tenho cachorro”, escreveu a  internauta Rafa Putier.

Picotei cabelo”

Outra postagem que viralizou nas redes sociais foi: “Na noite passada, tomei zolpidem e picotei meu cabelo todinho.”

Comprar lhama

As mensagens compartilhadas  são variadas. Em uma delas, que também viralizou, uma pessoa que usa o medicamento escreveu: “Tomei quatro comprimidos de zolpidem agora e me deu vontade de comprar uma lhama”.

Pesquisa

Já a atriz Bia Arantes contou no Twitter que tomou o remédio e não dormiu imediatamente. No outro dia, ao acordar, ela descobriu que havia pesquisado na internet sobre “máquinas necessárias para abrir uma padaria”.

“Por favor, consultem médicos para se medicarem! E eu tenho problemas com insônia desde os meus 12 anos, quem me segue sabe a novela”.

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